Diario do Sul
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Profissionais queixam-se de remuneração desadequada à função

Protesto leva enfermeiros especialistas em saúde materna a prestarem apenas cuidados de enfermagem gerais

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação

19 Julho 2017 | Publicado : 11:42 (19/07/2017) | Actualizado: 12:05 (19/07/2017)

Os Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica (EESMO) encontram-se, desde o passado dia 3 de julho, a prestar apenas cuidados de enfermagem gerais.
Esta posição surgiu porque “a carreira especial de enfermagem é classificada com o grau de complexidade funcional 3, sendo exigida a titularidade de licenciatura, exigência essa que não foi nunca traduzida na respetiva valorização salarial, mantendo-se os níveis remuneratórios de bacharéis”, realça o movimento dos EESMO numa nota de esclarecimento.
Explicam ainda que, “por outro lado, os enfermeiros encontram-se atualmente reféns de uma carreira, que não tendo entrado em vigor, subtraiu a categoria profissional de enfermeiro especialista, ficando todos os enfermeiros especialistas como que despromovidos na categoria profissional de enfermeiro”.
Relativamente à ação que estão a levar a cabo, os EESMO adiantam que “durante este protesto, estão presentes nos seus locais de trabalho, cumprindo todas as exigências de segurança e qualidade que a sua profissão impõe, mas desempenhando apenas as funções para as quais foram contratados e pelas quais são pagos”.
Esclarecem ainda que “não se trata de uma greve, mas sim do cumprimento das funções contratuais”, lembrando que “as injustiças de que os enfermeiros têm vindo a ser alvo remontam há décadas atrás”.
O movimento garante que “os EESMO são insubstituíveis no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, assegurando que “as competências especializadas de um EESMO não podem ser exercidas por nenhum outro profissional de saúde que não um EESMO”.
Refere também que “a formação especializada em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica é um ato voluntário de cada enfermeiro, que se responsabiliza pela sua frequência e pagamento”, focando que “é uma formação muito dispendiosa e conseguida sem qualquer apoio do Estado, apesar da necessidade e carência que o SNS apresenta nesta workforce”.
Estes profissionais destacam ainda que “os cuidados de Saúde Sexual e Reprodutiva no SNS carecem de um elevado número de EESMO em áreas tão distintas como: Planeamento Familiar, Gravidez e Parto, Interrupção Voluntária da Gravidez, Pós-parto/puerpério, Climatério e Ginecologia”.

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