Diario do Sul
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Torre de Coelheiros homenageia os seus Emigrantes

Fonte: Nota de Imprensa

28 Julho 2017

Numa cerimónia realizada, no passado sábado, 22 de julho, a Freguesia da Torre de Coelheiros prestou homenagem às suas gentes emigradas, com a inauguração de um Monumento ao Emigrante que perpetua, a partir de agora, todo o esforço, labor e empenho de todos os filhos da terra que, durante gerações, partiram para fora do país em busca de uma vida melhor.

De forma particular este movimento migratório, com elevada expressão a partir da década de sessenta, realizou-se de forma mais acentuada, nomeadamente para a Suíça país que ainda hoje acolhe a maioria dos emigrantes, seguindo-se em menor número a França, Bélgica e Holanda.

Visivelmente satisfeito o Presidente da Junta de Freguesia, Lúcio Guerreiro, referiu que este era um momento especial para todos os habitantes da Torre, salientando “estou a viver um momento já há muito ambicionado por todo o executivo da Junta e que era o sonho de realizar o Monumento de Homenagem ao Emigrante da Nossa terra.” disse o autarca no seu discurso no decorrer da inauguração.

Lúcio Guerreiro disse ainda, citando o poeta Fernando Pessoa – “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, acrescentando “e aqui está ela à vista de todos nós, era o nosso dever homenagear todos os emigrantes da nossa terra, por diversas razões. Nos anos 60, muitos deles partiram para lutar por uma vida melhor e melhorar a vida dos seus familiares, como por exemplo na construção de uma habitação própria, (a nossa freguesia como podem verificar encontra-se com habitações novas ou em bom estado, devido também ao investimento dos nossos emigrantes), muitos deles investiram e criaram negócios na construção civil ou no comércio, sem eles a nossa Freguesia não tinha crescido, ao ponto que cresceu” concluiu.

A história da Torre de Coelheiros está marcada por este movimento que Lúcio Guerreiro referiu ter-se tornado dinâmico com os anos.

“Nos anos 60 só partia o homem para a emigração, anos mais tarde esses mesmos homens começaram a vir buscar suas famílias para continuarem o seu sonho, e neste momento a nossa estimativa é que temos cerca de 150 pessoas a residir no estrangeiro, como todos sabemos mudaram as suas regras de emigração desde a entrada da União Europeia, e assim sendo cada vez mais os nossos emigrantes voltam para a sua terra natal. E ainda mais difíceis de voltar, todos aqueles que nasceram no estrangeiro, cada vez as ligações tornam-se mais distantes dos familiares que se encontram em Portugal”.

Iniciado em 2016, este projeto que hoje se concluiu com a sua inauguração é a partir de hoje, disse Lúcio Guerreiro, “um orgulho para todos nos, residentes nesta aldeia sendo ou não Emigrantes, mas pensamos que para quem foi Emigrante esta obra os deixe bastante orgulhosos, por terem algo que reconheça e simbolize o esforço e sacrifício que se passa ou passou no estrangeiro quando foram emigrantes.”

O monumento hoje inaugurado tenta ser um retrato fiel da vida dos emigrantes e disse ainda o autarca, “com a ajuda do construtor, tentamos que as imagens, na sua maneira de estar e de vestir se referissem aos anos 60, se repararem ate a mala de viagem está com alguns pormenores, nas varias opções e mudanças de posições dos elementos que constituem a estátua, decidimos que seria esta a melhor posição, esperemos que gostem e que viagem no tempo, e que a viagem, também, com a vossa imaginação”.

A obra é do reputado escultor António Charneca e foi custeada, totalmente, pelo executivo da Junta lamentando a ausência de eleitos da Câmara de Évora “que nem representada esteve por um técnico que fosse..” referiu o autarca, num tom de mágoa, mas “acima de tudo de repúdio” por esta posição que representa, disse, “ uma enorme falta de respeito e consideração pelo valor das nossas gentes”.

O Presidente agradeceu a todos os presentes e de forma particular aos mais diretamente envolvidos na construção e apoio à concretização deste monumento, nomeadamente ao Sr.º António Mendes que executou todo o trabalho de arte da calçada.

A cerimónia contou com a atuação da Banda de N. Sr. De Machede e do Grupo Coral Pastores do Alentejo.

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