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Diario do Sul
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Elvas já tem Casa da História Judaica de Elvas

Fonte: Câmara de Elvas

04 Setembro 2017

A inauguração da Casa da História Judaica de Elvas aconteceu na tarde deste sábado, dia 2, com mais de uma centena de pessoas a marcar presença neste ato, incluindo representantes da comunidade judaica.

O espaço, localizado no antigo Açougue Municipal, na Rua dos Açougues, em plena Judiaria Velha, foi recuperado, tendo sido ainda pintado e dotado de condições para ser visitado, sendo que esta foi apenas a primeira fase da implementação deste projeto, já que a Casa da História Judaica de Elvas vê agora ser iniciado o projeto de musealização e, posteriormente, vão ser recuperados os frescos ali existentes e que se encontravam cobertos por pinturas.

O historiador Rui Jesuíno explicou alguns pormenores e características deste espaço, que poderá ser a maior sinagoga medieval de Portugal, contudo pelo facto de não ter sido encontrada uma pedra da fundação, que a identifique claramente como sinagoga, ela só pode ser apresentada como “possível sinagoga” de Elvas.

Já o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, sublinhou que "com esta recuperação de um edifício histórico, voltamos a dar dignidade a este espaço e permitimos que este espaço que chegou a ser armazém, depósito e o local onde eram colocados os carros do lixo, possa estar aberto ao público e comprove, mais uma vez, a riqueza do nosso património arquitetónico".

Neste espaço, inserido projeto “Rotas de Sefarad” , o público vai poder visitar uma sinagoga e vários núcleos expositivos sobre as histórias da comunidade judaica em Elvas, num investimento que pretendia recriar o espaço de uma Sinagoga, onde já existiu uma, e dar a conhecer como vivia a comunidade Judaica as funções que desempenhavam e o contributo dado à cidade.

Na cidade Património Mundial chegaram a viver mais de mil judeus, antes de serem expulsos pelo aparecimento da Inquisição, que perseguiu e condenou aqueles que considerava hereges ou seguidores de outras religiões que não a católica, e este pretende ser um contributo para a compreensão da história desta comunidade.

Nesta primeira fase a visita ao espaço será por marcação prévia, bastando, para tal, aos interessados pedir na Câmara Municipal ou no Posto de Turismo.

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