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CCDR Alentejo apresentou projeto sobre economia circular na Semana Europeia das Regiões e Cidades, em Bruxelas

Terminou em Bruxelas, a 15.ª Semana Europeia das Regiões e Cidades, uma iniciativa promovida pelo Comité Europeu das Regiões e pela Direção-Geral da Política Regional e Urbana da Comissão Europeia.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção Diário do Sul

13 Outubro 2017

Até quinta-feira, “funcionários das administrações das regiões e dos municípios, bem como peritos e académicos, puderamm trocar boas práticas e conhecimentos sobre o desenvolvimento regional e urbano”, podia ler-se no site do Comité Europeu das Regiões.
É nesse âmbito que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) marcou presença neste evento anual.
De acordo com Jorge Pulido Valente, vice-presidente da CCDRA, esta iniciativa “pretende uma participação muito ativa em termos de discussão dos principais temas que estão na ordem do dia a nível das regiões e que são preocupações que existem dos organismos, quer regionais, quer locais”.
Salientou também que “esta participação tem como objetivo aprofundar a discussão desses temas que são importantes para o desenvolvimento das regiões e dos municípios, mas também da Europa no seu geral e são também importantes para o estabelecimento de novos contactos e de aprofundamento das redes de parceria, tendo em conta que muitos dos projetos que são candidatados em termos europeus requerem a participação de vários parceiros de países diferentes”.
O mesmo responsável adiantou que “a CCDRA entendeu, em conjunto com os seus parceiros mais diretos, levar a este evento o tema da economia circular, tendo em conta que é uma área em que estamos a trabalhar com alguma dinâmica, que tem sido inclusive reconhecida em termos nacionais relativamente àquilo que é a intervenção das comissões de coordenação nos seus territórios”.
Indicou ainda que “a nossa intervenção tem a ver com trabalhar o tema da sustentabilidade como um desafio importante para a região”, focando que, “do nosso ponto de vista, as CCDR devem procurar territorializar aquilo que são as políticas nacionais em várias áreas, pelo que temos vindo a desenvolver vários projetos”.
Segundo Jorge Pulido Valente, “convidámos, para marcar presença em Bruxelas, o professor Vasco Fitas, da Universidade de Évora, que é quem está a coordenar o projeto Alentejo Circular, que incide sobretudo nos setores da vinha, do azeite e da suinicultura”.
Relativamente a este tema, o vice-presidente da CCDRA recordou que “tivemos durante muitos anos um modelo de economia linear, em que retirávamos os recursos da natureza, transformávamo-los em produtos e daí resultava o resíduo que tinha, normalmente, o fim num aterro sanitário”.
Focou que “depois passámos para uma economia da reciclagem, em que alguns desses produtos são reciclados, e agora estamos a tentar passar para um modelo de economia circular, ou seja, os produtos são logo concebidos para serem reutilizados, recondicionados ou para terem possibilidade de ser reparados e não deitados fora”.
O mesmo responsável precisou que, “além disso, depois de uma vida muito longa que se pretende que os produtos tenham, quando chegar o seu fim, pretende-se que seja possível retirar as matérias-primas para terem outro uso”.
Explicou ainda que “para além da intervenção do professor Vasco Fitas, apresentou-se nesta Semana Europeia o nosso projeto mais alargado em termos de dinamização da economia circular aqui no Alentejo, que tem uma agenda própria, de âmbito regional, que está alinhada com o plano de ação nacional”.
Pulido Valente esclareceu que “para essa parceria regional criámos o Fórum de Economia Circular do Alentejo, que a CCDRA coordena e que tem um núcleo ‘duro’ constituído pela Universidade de Évora, o Instituto Superior da Qualidade e o BCSD, que é uma entidade que a nível nacional e internacional coordena as empresas que têm a preocupação da sustentabilidade das valências ambientais”.
Destacou também que “este fórum é recente e na segunda reunião tivemos 42 entidades presentes, quer públicas, quer privadas, algumas de âmbito nacional, apesar do projeto ser regional”.
O vice-presidente da CCDRA evidenciou ainda que “não queremos que haja apenas um crescimento económico da região, mas sim um desenvolvimento integral e integrado do nosso território”.
Na sua opinião, “é interessante apresentar este projeto a nível europeu, mas também aprender o que está a ser feito noutros locais, ao mesmo tempo que é possível estabelecer uma rede mais alargada de contactos que nos permita alargar o intercâmbio de informação e de boas práticas e também alargar a nossa capacidade de aceder a financiamentos comunitários que não são do programa operacional, nem dos programas geridos a nível nacional, são programas que dependem diretamente da Comissão Europeia”.

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