Diario do Sul
diario jornal

Carros

Ensaio Mazda CX-5 Skyactiv-D 2.2 150 cv

O Mazda CX-5 chega agora à sua 2ª geração e estreia (novamente!) uma nova era de design KODO e de tecnologias SKYACTIV. Mas serão esses argumentos suficientes para continuar na linha da frente de um segmento que está on fire? Vamos descobrir!

20 Novembro 2017

Em 2012, a primeira geração deste SUV inaugurava uma nova era de automóveis da marca de Hiroshima. As principais novidades eram as linhas de design elegante e desportivo designadas KODO – A Alma em Movimento – surgindo também a tecnologia SKYACTIV cujo principal objetivo é maximizar a eficiência dos motores, transmissões, carroçaria e dinâmica. Tudo isto, claro, mantendo sempre a célebre filosofia Jinba Ittai (descobre do que se trata ao ler o nosso primeiro ensaio ao mítico Mazda MX-5 ND). Passados 5 anos, com mais de 1.5 milhões de unidades vendidas e a representar uma fatia de 25% de vendas globais da marca japonesa, chega a segunda geração e com ela um novo ponto de viragem.

Esteticamente, o que podemos esperar deste novo CX-5? Para os mais distraídos, as diferenças até podem parecer nulas devido às semelhantes dimensões (o novo é mais comprido 10mm e mais baixo 35mm), mas os mais atentos vão reparar que muita coisa mudou e que estamos perante um SUV muito mais sóbrio, robusto e com detalhes muito bem lapidados, como é o caso dos novos faróis Full LED rasgados e a grelha de enormes dimensões frontal mais realçada. Na lateral, por baixo da linha de cintura passamos a ter um único “vinco” que dá um certo estatuto e sofisticação às novas linhas KODO, fazendo inclusive com que o CX-5 pareça sempre em movimento, mesmo quando parado. Outra novidade é a chegada de uma nova cor, o Vermelho Soul Crystal, que além de aumentar o brilho quando exposto ao sol, deixa as sombras mais escuras aumentando a profundidade das suas linhas.

Já a bordo do seu interior, a qualidade é incontestável. O posto de condução foi totalmente revisto e vira as suas atenções para o condutor. O volante, assim como os assentos, também foram redesenhados para garantir uma excelente posição de condução, amplamente regulável. De resto, nesta segunda geração, a Mazda abdicou dos plásticos rijos e pouco agradáveis ao toque, substituindo tudo por materiais de ótima qualidade, com excelentes acabamentos e pormenores bem detalhados como é o caso das saídas de ar presentes no tablier.

Na mala, a capacidade foi alargada e passa a ser agora de 506 litros. Por baixo do piso falso a capacidade da arrumação também aumentou, mas nesta versão ensaiada contámos com um Kit Anti-Furo em vez do tradicional pneu suplente, para dar espaço ao subwoofer do sistema de som de alta definição BOSE composto por mais 10 altifalantes a bordo.

A nível de infotainment, a Mazda decidiu manter aquilo tudo igual, contando com um touch-screen de 7” a meio do tablier e outro pequeno ecrã colorido multi-funções no quadrante. O único ponto negativo é o facto de ainda não existir nenhum sistema de integração com o smartphone como o Apple CarPlay ou o Android Auto. Já no que toca a sistemas de segurança, aqui não foram poupados recursos. Na versão Excellence Navi, temos ao nosso dispor sistema avançado de controlo dos máximos em LED, hill assist, alerta de ângulo morto, city brake assist, reconhecimento de sinais de trânsito, lane keep assist, trovão de mão automático, head-up display, ar-condicionado automático bi-zona, abertura da mala elétrica e mais uma mão cheia deles.

Para o nosso mercado, apenas contamos com um único motor, o diesel Skyactiv-D 2.2 com duas variantes de potência: 150cv 2WD ou 175cv AWD, ambos com caixa manual e automática disponíveis. Este até podia ser mais um ponto negativo a apontar, caso não se tratasse da Mazda, cujo seu motor diesel é tão agradável de se conduzir que se chega a confundir com um a gasolina. Neste ensaio, foi o 2.2 de 150cv 2WD que me “calhou na rifa” e posso desde já dizer que, tendo a possibilidade de optar entre caixa automática e manual, vai ser a escolha da esmagadora maioria dos clientes. A sua performance com uma aceleração dos 0-100km/h em pouco mais de 9 segundos em nada compromete e os consumos médios registados nos cerca de 800km percorridos foram de 5.7 litros. Espantoso no mínimo! Até mesmo no ponto que mais se discute entre neste tipo de automóveis, ou seja, a dinâmica de condução, o CX-5 mostrou-se SUV… mas dos bons, serpenteando alguns trajetos mais sinuosos de maneira algo  frenética e eficaz.

A minha opinião… É inegável que o CX-5 é dos melhores C-SUV disponíveis no nosso segmento. Esta nova geração está mais eficiente, mais bonita e bastante mais sóbria. Na versão menos equipada (Evolve) os preços começam na casa dos 33 mil euros, enquanto na nossa versão ensaiada se esticam até aos 41 mil euros. Acham muito? Não achem, porque este Mazda realmente merece e de certeza que vai disputar o primeiro lugar no pódio de SUVs mais vendidos. Se é utilizador frequente das nossas auto-estradas, também há boas noticias: a versão 4×2 continua a pagar Classe 1 nas portagens quando associado à Via Verde.

Dê-nos a sua opinião

Incorrecto
NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.