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Em tempo de gripe, presidente do CA do HESE apela para que se sigam as orientações da DGS

Maria Filomena Mendes alerta sobre a importância de recorrer à linha SNS 24 e aos cuidados de saúde primários

A atividade gripal em Portugal tem vindo a aumentar, embora ainda se encontre no nível leve a moderado. Alguns centros de saúde da região, nomeadamente nos concelhos de Évora e de Arraiolos, já viram os seus horários de atendimento serem alargados, por forma a evitar que os serviços de urgência fiquem sobrelotados.

Autor :Marina Pardal

09 Janeiro 2018

Para além disso, outra das recomendações que é feita pela Direção-Geral da Saúde (DGS) é que as pessoas recorram à linha telefónica SNS 24 (808 24 24 24) antes de se deslocarem às urgências.
Foi neste âmbito que a presidente do Conselho de Administração (CA) do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Maria Filomena Mendes, deixou um alerta sobre a forma de proceder caso se sinta doente.
“Nós estamos a aproximarmo-nos de um período de maior intensidade da atividade gripal”, disse, apontando que “prevê-se que nesta e nas próximas semanas os casos de gripe aumentem e, muitas vezes, isso também corresponde a um aumento da procura do serviço de urgência do HESE”.
Maria Filomena Mendes adiantou que “nas últimas semanas já aumentámos imenso a afluência ao serviço de urgência, não com gripe, mas com infeções respiratórias graves ou outras doenças não relacionadas com a gripe”.
Nesse sentido, “queremos alertar as pessoas para que sigam as indicações da DGS, que se agasalhem, não apanhem frio e dentro do possível se resguardem para não se engriparem, além de ainda irem a tempo de se vacinarem, principalmente os grupos de risco”, realçou a presidente do CA do HESE.
De acordo com a mesma responsável, “outra recomendação é que quem está engripado, recorra primeiro à linha SNS 24 e ao médico de família”, lembrando que “aqui na cidade de Évora os centros de saúde e as unidades de saúde familiar já têm um horário mais alargado do que o habitual”.
Constatou que “o facto de se procurar primeiro os cuidados de saúde primários é importante no sentido de evitar esperas maiores no serviço de urgência, neste caso do HESE, porque se toda a gente confluir a um serviço de urgência que está dimensionado para um determinado atendimento e que de um momento para o outro recebe muito mais utentes, isso faz com que as pessoas esperem desnecessariamente, pois no médico de família a espera flui de uma forma completamente diferente”.
Por outro lado, Maria Filomena Mendes evidenciou que “se os doentes menos graves não recorrerem ao serviço de urgência e recorrerem à consulta do médico de família, faz também com que os doentes verdadeiramente graves e muito urgentes não tenham tanto tempo de espera”.
Contudo, focou que “se o médico de família entender que efetivamente a situação é mais séria, ele próprio encaminha o doente para a urgência do hospital”.
Na sua perspetiva, “há aqui um trabalho conjunto de toda a saúde na região do Alentejo, mas tem de haver também uma colaboração da população, pois os próprios utentes têm de colaborar e, no caso das crianças, os pais também têm de colaborar”.
A esse respeito, a mesma responsável frisou que “a grande percentagem de crianças que recorrem ao serviço de urgência do HESE, mais de 75 por cento, são crianças que pela triagem não necessitariam de vir ao hospital”.
Para a presidente do CA do HESE, “outra componente para a qual eu acho que as pessoas já estão despertas, é que muitas vezes na sala de espera nós encontramos situações em que há muito maior risco de contágio e de levar para casa uma situação mais grave do que aquela com que se foi à urgência”.
No entanto, garantiu que “o serviço de urgência (geral e pediátrica) do HESE está aqui para atender todas as pessoas que entenderem que precisam do hospital, mas essa procura do hospital deverá ser entendida pela população como a mais urgente ou a menos urgente”.
Reforçou que “o que nós pretendemos é atender quem precisa, quando precisa e nas melhores condições que o hospital possa oferecer”.
Durante a entrevista em exclusivo ao Grupo Diário do Sul, Maria Filomena Mendes destacou que “nas urgências, nós atendemos por dia menos de 200 pessoas, sendo que nas últimas semanas temos tido dias em que chegamos perto dos 300 utentes, o que representa mais de 50 por cento do aumento de afluência”.
Fez questão de notar que “a grande afluência é sempre entre as 16 horas e a meia-noite, o que significa que as nossas equipas são muito mais requisitadas em termos da prestação de cuidados durante um período muito concentrado do dia, o que faz com que muitas vezes as horas de espera se agudizem exatamente nesses períodos”.
Como tal, a mesma responsável alertou que “se houver necessidade de recorrer à urgência para situações urgentes e graves é importante a pessoa não deixar passar muito tempo e não chegar a horas em que depois vai esperar muito mais porque há uma concentração enorme de pessoas”.
Referiu que “se nós temos quase 300 pessoas e se mais de 50 por cento vem naquele período, para as equipas de atendimento a situação é muito mais complicada”.
No final, a presidente do CA do HESE reiterou, mais uma vez, “a importância de passar, sempre que possível, em primeiro lugar pelos cuidados de saúde primários para haver uma resolução do problema ou encaminhamento para o hospital, caso tal se justifique”.

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