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Administração Regional de Saúde fez o acolhimento de 99 internos

Maioria dos jovens médicos escolheu, como primeira opção, o Alentejo para a sua formação

A região do Alentejo acolheu 99 médicos internos, tendo a receção sido realizada na passada quinta-feira, na sala da pomba do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE). A iniciativa organizada pela Administração Regional de Saúde (ARS) visa dar a conhecer aos jovens médicos as várias instituições, as missões e valores de cada hospital e os locais onde irão desempenhar a sua atividade profissional.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redação Diário do SUL

09 Janeiro 2018 | Publicado : 11:08 (09/01/2018) | Actualizado: 11:28 (09/01/2018)

Para o presidente da ARS, José Robalo, a estes novos profissionais será dada a melhor formação científica e académica com o intuito de os fixar, contribuindo para diminuir a falta de médicos nesta região. Também a presidente do HESE, Filomena Mendes, considerou o apego ao Alentejo como o principal desafio que a instituição tem pela frente, alertando para o facto da construção do novo hospital ser um argumento de peso.

O presidente da Administração Regional de Saúde, José Robalo afirmou que a região recebeu 99 médicos, dos quais 51 vão fazer a sua especialidade. São oriundos de todo o país, há também alguns alentejanos e a maioria escolheu o Alentejo, em primeira opção, para fazer a sua formação. “Isto agrada-nos muito e fico contente que isso aconteça, cada vez mais, para que tenhamos mais internos e também uma melhor qualidade de formação”, salientou.


O responsável considerou que o facto de escolherem a região como primeira escolha resulta do conhecimento que as pessoas têm dos serviços, “selecionando a sua formação em função do que conhecem, do que ouvem dizer, optando pela melhor formação que mais lhes agrada e o sítio onde a querem realizar”. E acrescentou: “Se continuarmos a verificar que os internos escolhem a nossa região como prioritária revela que a nossa formação está a agradar aos nossos internos e que o Alentejo está bem cotado. Gostaríamos de fazer esta leitura”.


José Robalo adiantou que estes internos vêm ajudar os próprios profissionais das unidades a preocuparem-se um pouco mais com a sua formação pessoal, “talvez porque estes jovens médicos são provavelmente mais irreverentes e mais críticos, o que faz com que os próprios profissionais adequem o seu conhecimento de uma forma mais profunda e capaz de responder melhor às necessidades e desafios dos internos”.


O médico explicou que os internos estão divididos em dois grupos. Um primeiro que está a fazer o internato geral, o denominado “ano comum”, no qual vão fazer uma série de percursos para perceberem como funciona a organização do Sistema Nacional de Saúde. “Isto é, vão permanecer algum tempo quer em meio hospital, nos cuidados de saúde primários, quer na saúde pública”, justificou. Um segundo grupo está a fazer a especialidade, que é a segunda fase da sua formação e cujos tempos variam consoante a área de especialização.


Embora estivesse visivelmente satisfeito, o presidente José Robalo confessou que o maior desafio que tem pela frente é a fixar destes médicos na região após finalizarem a sua formação. “Tem sido a parte mais difícil porque temos feito muita formação, temos tido um conjunto de internos com notas muito significativas, mas depois temos internos a escolher outros locais e abandonando o Alentejo, o que nos entristece porque precisamos de massa crítica e de especialistas para ajudar a melhorar as respostas às populações”, sustentou.

Construção do novo hospital é “argumento decisivo” para fixação

A ideia é partilhada pela presidente do Conselho de Administração do HESE, Filomena Mendes, que afirmou que “a qualidade da formação que lhes é dada tem tudo para aproveitarem a oportunidade de ficar na região que é tão carente de médicos”. Filomena Mendes lamentou que muitos optem por ir embora, mas disse estar convicta de que a construção do novo hospital “pode ser um argumento de peso na decisão de ficarem no nosso território”.


A responsável disse ver os internos como “uma renovação do espírito do hospital e uma revitalização enorme para todos os serviços. Eles são muito bem recebidos, têm logo uma grande proximidade com todos os profissionais, bem como uma maior disponibilidade dos tutores e dos diretores de serviço do que num grande hospital”. Filomena Mendes acrescentou que é importante que jovens médicos criem gosto pelos serviços, pelos colegas que trabalham com eles e se nos escolhem como primeira opção para fazer o internato, então que nos escolham também para cá ficar”.

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