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Roturas na canalização de água

Câmara de Évora reivindica apoios comunitários para requalificação da rede

O simples gesto de ligar a torneira e sair água voltou a não acontecer ontem nos bairros do Bacelo, do Granito, da Quinta da Soeira, das Coronheiras e das Pites. Os residentes destes aglomerados estiveram sem água desde madrugada até às 13horas. As reclamações são muitas por parte dos moradores, dos comerciantes e dos pais dos alunos que viram as escolas ser fechadas.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redação Diário do Sul

09 Janeiro 2018 | Publicado : 11:27 (09/01/2018) | Actualizado: 11:28 (09/01/2018)

A Câmara Municipal de Évora afirma que está a fazer tudo para resolver estas dificuldades, afirmando não poder garantir que esta situação não volte a acontecer, explicando que este é um problema que é transversal a todo o concelho de Évora.

A confirmação de mais um episódio de falta de água chegou por parte do município, onde no sítio do Évora Notícias estava escrito que tinha ocorrido na madrugada uma rotura na rede geral de distribuição de água que afetou alguns bairros. “A reparação encontra-se em curso, estando previsto o restabelecimento do fornecimento de água até as 16 horas do dia 03/01/2018”, podia ler-se, mas a água regressou mais cedo do que o previsto, às 13horas.


Os moradores queixam-se de que “a Câmara Municipal apenas manda remendar mais uma vez para poupar uns tostões e quem se lixa são sempre os mesmos, os residentes na zona, quem tem lojas, restaurantes e até os funcionários que estão de piquete que estão constantemente na rua a reparar o que já não tem reparo possível”.


Os comerciantes, nomeadamente os proprietários de cafés e de restaurantes reivindicam uma solução para o problema, lembrando que a mesma situação ocorreu no dia 26 de dezembro. “Desde as 6h30m desse dia até às 20horas decorreram trabalhos de reparação de uma rotura na conduta de abastecimento de água que abrangeu os mesmos bairros e isto implicou um grande transtorno porque os clientes chegavam e não os podíamos servir”, contam os lojistas.


Passados oito dias, o mesmo volta a acontecer. Desta vez com maior gravidade, como comentavam os pais à porta de uma das escolas que teve que encerrar, visto que não podia confecionar as refeições para os alunos. “Isto é um grande transtorno, sobretudo, logo no primeiro dia do segundo período letivo”, avançavam.


Em declarações exclusivas ao “Diário do Sul”, o vereador que tem o pelouro do Abastecimento de Água e Saneamento, João Rodrigues, lamentou a ocorrência, afirmando, contudo, que não sabe o que está no subsolo. “As roturas acontecem, embora a de dia 26 tenha sido mais complicada de resolver. A de hoje (ontem) já foi reparada e aconteceu noutro local, mesmo junto ao cruzamento do Bairro do Bacelo”, frisou.


O autarca explicou que não pode dar garantias de que “não possa voltar a acontecer num outro local”, admitindo a existência de problemas graves na canalização em todo o concelho de Évora. “O que posso afirmar é que naquele local onde houve a rotura não volta a acontecer porque foi colocado um tubo em PVC”, asseverou.

Câmara reivindica apoios comunitários para
requalificação da rede

Quanto à canalização no concelho, João Rodrigues afirmou que a Câmara Municipal “pretende reparar a pouco e pouco, uma vez que não se consegue fazer tudo ao mesmo tempo porque não há condições financeiras”.


O vereador afiançou que “vamos fazer algumas obras nesta área”, mas alertou para o facto de que se não houver apoios comunitários dirigidos para a requalificação das infraestruturas básicas, “situações como estas serão recorrentes”.


João Rodrigues confessou que se estes problemas fossem localizados, “estaríamos mais descansados, mas isto pode acontecer dentro do centro histórico, nas zonas fora das muralhas e mesmo nas povoações rurais”.


O responsável pelo pelouro do Abastecimento de Água e Saneamento sublinhou que esta problemática foi abordada na última reunião da Assembleia Municipal, “na qual se explicou a probabilidade desta situação acontecer e do que o executivo pretende fazer, apesar das restrições orçamentais”.

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