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Évora e Portalegre também baixaram mas é o Baixo Alentejo que se destaca

Beja está no pódio dos distritos que mais reduziram insolvências

Apesar de ter sido um ano marcado pela recuperação da economia, em 2017 ainda entraram em insolvência 190 empresas no Alentejo. Ainda assim, Beja surge entre os três distritos portugueses que apresentam um decrescimento mais significativo de insolvências com uma variação homóloga de menos 37,8% face a 2016.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção Diário do SUL

20 Fevereiro 2018

Os dados são avançados pelo Observatório Racius (Estatísticas sobre o Mundo Empresarial em Portugal), confirmando os bons resultados que tinham sido revelados em meados do ano. Quantificando, Beja baixou as insolvências no distrito de 61 para 31 - depois das 55 de 2015 - enquanto Évora reduziu de 131 para 103. Há dois anos registava 128. Porém, Portalegre também seguiu a tendência, embora a uma escala menos representativa, baixando a lista de 62 insolvências em 2016 para as 56 este ano. Tinham sido 73 em 2015, segundo o histórico relevado pelas estatísticas

Já segundo a Iberinform, todos os sectores registaram um decréscimo de insolvências no ano passado, com as maiores variações a surgirem nas áreas da electricidade, gás e água (menos 18,5%), construção e obras públicas (redução de 17,4%), transportes (menos 15,7%) e comércio de veículos (quebra de 15,8%).

É ainda o relatório do Observatório Racius que dá conta que em 2017 foram constituídas na região 1290 empresas, traduzindo mais 310 estabelecimentos face aos 980 que tinham sido constituídos em 2016. Beja chegou mesmo aos 523 registos, lideraram a estatística regional alentejana, enquanto Évora criou 486 empresas e Portalegre 281. Em comparação, em 2016, Beja atingiu as 338 empresas, seguindo-se Évora com 373 e Portalegre com 219.

Por setores, a maioria das insolvências no distrito de Évora atingiram o comércio por grosso, encerrando 20 empresas, enquanto outras 12 bateram com a porta no comércio a retalho. Os transportes terrestres viram desaparecer mais nove empresas. Quanto à evolução mensal, fevereiro foi o mês em que mais empresas entraram em processo de insolvência, num total de 25, seguindo-se os meses de junho e julho com 18. Abril e agosto foram os meses com menos registos, com apenas quatro.

No distrito de Beja é o comércio a retalho que surge à cabeça das insolvências (oito), seguindo-se a agricultura e produção animal com quatro empresas encerradas. O mês em que mais empresas entraram em processo de insolvência foi janeiro (sete), seguindo-se março (cinco) e junho e setembro (quatro).

Já em Portalegre também é o comércio a retalho que regista mais empresas insolventes, com um total de 11 processos, o que representa 23%, enquanto a promoção imobiliária também cai, sendo o segundo setor de atividade em maior quebra ao lado restauração e similares, ambos com seis processos. Pelo Norte Alentejo, fevereiro e março foram os dois meses mais afetados por insolvências (dez), seguindo-se junho e julho (nove), enquanto agosto assitiu ao maior abrandamento (quatro).

Ainda em termos setoriais, os setores de atividade que apresentam um decréscimo de insolvências com maior variação percentual em outubro foram a indústria extrativa (40%), comércio a retalho (28,6%) e agricultura, caça e pesca (25,9%).

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