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Dados do INE

Alentejo reduz abandono escolar e já se aproximou da Europa

A taxa de abandono escolar no Alentejo situou-se, no último ano, nos 12,9%, tratando-se do valor mais baixo de sempre, desde que em 1992 começou a ser feito este registo. Os dados foram agora anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), traduzindo uma melhoria de quase dois pontos percentuais comparando com 2016, ano em que se registou uma inesperada subida dos números do abandono.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redação Diário do SUL

20 Fevereiro 2018 | Publicado : 11:16 (20/02/2018) | Actualizado: 11:16 (20/02/2018)

O salto é relevante com claros progressos na frequência do ensino secundário nos jovens entre os 18 e os 24 anos que não concluíram o 12º ano nem estão a estudar. Em 2014, por exemplo, a taxa regional no Alentejo de abandono precoce da educação e formação era ainda de 18,4%, o que, à época, traduzia mais um ponto percentual face à média nacional, contra os 11,1% da média comunitária.

Com os dados atuais, e até porque (com a tal exceção de 2016) os indicadores foram sempre melhorando, a meta europeia de reduzir o abandono escolar precoce para os 10% até 2020 é agora um cenário perfeitamente atingível, segundo admite o próprio Governo.

Os últimos resultados exibidos pelo Eurostat para o conjunto dos países da União Europeia ainda dizem respeito a 2016, mas é seguro dizer que Espanha, Malta e Roménia deverão manter-se como os Estados-membros com maior abandono escolar precoce. Bulgária e Itália apresentam números semelhantes ao de Portugal.

Quer isto dizer que apesar de ter partido com atraso em relação à maioria das regiões portugueses e sobretudo em comparação com os países europeus, as escolas dos três distritos alentejanos exibem hoje uma evolução enorme nesta matéria.

Se quisermos recuar até ao ano 2000 verificamos que a taxa de abandono escolar precoce no Alentejo ainda se aproximava dos 50%, traduzindo um valor sem paralelo na União Europeia. Em 2002, a situação ainda tinha piorado mais, tratando-se do valor mais baixo desde que há registo.

Enquanto o abandono escolar é mais comum nos rapazes, que representam 15,3% dos casos, do que nas raparigas, com 9,7%, o Alentejo coloca-se no antepenúltimo lugar entre as várias regiões do país, à frente do Algarve (17,1%) e dos Açores (27,8), não havendo ainda dados relativos à Madeira, mas muito próximo da região Norte (12,8). O Centro lidera com 10,5, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa com 10,8. A média do país fixa-se hoje nos 12,6% de abandono, enquanto no Continente baixa para os 11, 9 pontos percentuais.

Num comunicado divulgado pelo Ministério da Educação, a tutela congratula-se pelos resultados. "A consistente descida da taxa de abandono escolar precoce ao longo das últimas décadas, com oscilações mínimas, é motivo de satisfação para todos", lê-se no comunicado.

O Ministério afirma-se ainda empenhado na total erradicação do abandono escolar, "que deve permanecer um objetivo central das políticas públicas de educação", apontando várias medidas desenvolvidas para o efeito, como a criação de tutorias, a implementação de programas nacionais e municipais de sucesso escolar, a flexibilidade curricular e o reforço do Ensino Profissional.

Ainda no que diz respeito ao ensino secundário, em 2015 por cada cinco alunos havia um que chumbava ou desistia de estudar no Alentejo, sendo que no 12º que se registavam mais dificuldades, de acordo com os dados oficiais divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência.

Somando as médias da região alentejana, concluía-se que 22% dos alunos do secundário inscritos em cursos cientifico-humanísticos não conseguiram fazer os três anos de escolaridade no tempo previsto. Um resultado que, de resto, também estava em linha com a média nacional relativamente à taxa de retenção ou desistência. Esta taxa mostrava a percentagem de alunos que não transitava para o ano seguinte, misturando os casos de quem reprovava com aqueles que anulam a matrícula, por várias razões, como desistirem de estudar ou abandonar o país.

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