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Acordo com Portugal

Extremadura espanhola vai apostar mais no ensino do Português

Portugal e a região da Extremadura espanhola vão assinar em breve um novo acordo que ambiciona impulsionar a língua portuguesa naquela comunidade vizinha do Alentejo. O anúncio foi feito pela titular da pasta da Educação e Emprego da Extremadura, Esther Gutiérrez, durante o Congresso que debateu o tema “Os idiomas, uma porta aberta à Europa”, que teve lugar na localidade de Jerez de los Caballeros.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção Diário do SUL

20 Fevereiro 2018

Esther Gutiérrez alertou que este acordo tem a dupla função de dar o tal novo impulso à implementação e consolidação do Português como segunda língua estrangeira, pretendendo ainda desenvolver iniciativas transfronteiriças em matéria de formação, ensino e aprendizagem das línguas espanhola e portuguesa.

A mesma responsável sublinhou o “forte vínculo” que existe entre a Extremadura e a região alentejana, com a qual divide a raia. “É uma aliança que a Junta reforça em múltiplos âmbitos, uma vez que está a fazer com que a aprendizagem da língua e cultura portuguesas seja um elemento diferenciador do sistema educativo extremenho”, sustentou a governante, destacando que hoje em dia três em cada quatro personas que estudam Português na vizinha Espanha o fazem nos estabelecimentos escolares da Extremadura.

Além disso, a Extremadura é ainda a única região espanhola que apostou na criação de secções bilingues de Português, existindo actualmente quatro, tendo avançado ainda com 72 centros educativos que oferecem o ensino do Português como segunda língua estrangeira e 11 como terceira, numa altura em que um total de 8149 alunos estudam a língua de Camões. O executivo relembra ainda que o Português é uma das línguas oferecidas em todas as escolas oficiais de idiomas e em sete aulas adscritas.

A direção da Educação e Emprego avança ainda com o plano do ensino do Português nas escolas primárias - no qual participam 52 colégios, 31 docentes e 7209 estudantes - e com o programa da Língua e Cultura Portuguesa em colaboração com a Embaixada de Portugal e com o Instituto Camões - que se desenvolve em 26 escolas primárias e secundárias, com 12 docentes e 3250 estudantes.

Recorde-se que Olivença leva avanço nesta matéria, tendo revelado o alcaide Manuel José Andrade – em recente entrevista ao Diário do Sul – a intenção desta localidade raiana recuperar a Língua Portuguesa como há duas gerações, depois de ter solicitado ao Governo da Extremadura para que ponha em marcha um plano de ensino da Língua Portuguesa “só para Olivença”.

O projeto é aplaudido pela Associação Cultural Além Guadiana, que se tem dedicado a divulgar a cultura do lado de cá da raia por terras oliventinas e contribuído para que quase 600 moradores optassem por obter a dupla nacionalidade. Eduardo Machado, membro da Associação Além Guadiana, assegura que esta aposta do ´ayuntamiento´ é uma “evolução positiva”, depois de ter sido criada uma comissão para a  comunidade educativa em Olivença, que junta autarquia e estabelecimentos de ensino com o objetivo de encontrar respostas para a procura do Português.

Não se sabe quantos alunos estão hoje a estudar a disciplina, mas alerta que um processo gerido entre o Governo da Extremadura e o Governo Português teria condições para alcançar “bons resultados”. Eduardo Machado refere que “o interesse vai em crescendo e há cada vez mais procura pelo ensino da língua e da cultura” diz, admitindo que os cerca de 600 cidadãos oliventinos que nos últimos anos optaram pela dupla nacionalidade reforçam o interesse da população em Portugal.

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