Diario do Sul
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Líder da Juventude Popular distinguido pela Forbes falou ao “Diário do Sul”

“Eu tenho o sonho de que o Alentejo não seja esquecido, mas que explore as suas capacidades”

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redação

27 Fevereiro 2018

Advogado e político, Francisco Rodrigues dos Santos, conhecido por “Chicão” no círculo político, onde se inclui por liderar a juventude do CDS, é conhecido como um dos jovens mais influentes da Europa, tendo sido distinguido pela revista “Forbes”. O único português incluído na categoria de Direito e Política falou ao “Diário do Sul”, afirmando que gostaria que o Alentejo se tornasse exemplo do fim das assimetrias sociais. Salientou a agricultura como um setor estratégico para a região, defendendo a necessidade de reforçar este setor como um motor de exportações e de desenvolvimento económico. O jovem avança querer uma terra que saiba captar o investimento privado, estimular a atividade económica, gerar postos de trabalho e, sobretudo, manter a sua identidade cultural colocando-a ao serviço da captação de fluxos turísticos.
Para a revista “Forbes”, o jovem advogado de 29 anos e líder da Juventude Popular mereceu a distinção por ter “ajudado a que a organização chegasse aos 20 mil militantes e dobrasse o número de membros eleitos nas eleições autárquicas”.
Em declarações exclusivas ao “Diário do Sul”, Francisco Rodrigues dos Santos fala sobre que futuro está reservado ao Alentejo daqui a 20 anos. “Eu gostaria que fosse uma região que pudesse operar em si mesma uma tradição geracional, onde os mais jovens pudessem estudar e trabalhar. Onde os mais velhos pudessem ter acesso a todos os cuidados médicos, apoios sociais e poderem desenvolver um envelhecimento ativo”, afirma.
Para o advogado, aqui, neste território, o Estado deve ser forte no apoio aos mais vulneráveis, onde o sistema assistencialista se possa verificar e onde as assimetrias sociais sejam dirimidas. Quanto ao setor pilar do Alentejo, o líder juvenil considerou a agricultura como o pilar estratégico para que a região possa ser reforçada como um motor de exportações e de desenvolvimento económico da região. “Uma terra que saiba captar o investimento privado, estimular a atividade económica e gerar postos de trabalho”, sustenta.
A nível cultural, Francisco Rodrigues dos Santos defende que o território mantenha as suas tradições e ensinamentos seculares e que se afirme como um ícone cultural que também gera fluxo de turismo e criação de riqueza para a comunidade. “Eu tenho o sonho de que o Alentejo não seja uma terra esquecida, mas uma terra que explore as suas capacidades que são muitas, mas que infelizmente estão em sub-rendimento por falta de compromisso político”, frisa.
O advogado conta que foi com humildade que recebeu este reconhecimento, “porque penso que é um princípio inexorável na nossa vida, agradecendo a todos que contribuíram para este sucesso acreditando no meu trabalho e colocando à disposição todos os meios para poder exercer a advocacia”.


“Passámos duma época onde havia presos políticos para termos políticos presos”


Esta distinção, do ponto de vista político, foi vista também “como a confirmação de que as novas gerações são um sinal de esperança e uma janela de confiança que se abre para os ciclos futuros”. Admite que a profissão “político” enfrenta hoje uma grande clivagem no seio da sociedade que separa eleitos e eleitores. “Nós passámos duma época, antes do 25 de abril, onde havia presos políticos e, hoje, temos políticos presos”, nota. E acrescenta: “ O facto da atividade política não conviver bem com a ética e moral e não se incluir numa rota de serviço aos outros, mas sim na procura de transação de interesses e de favores, tem sido uma chaga que tem descaracterizado muitos dos quantos decidem filiar-se num partido”.
Francisco Rodrigues dos Santos sublinha que num tempo em que se encara a participação pública numa acessão carreirista, com vícios, que promovem as dependências e não os talentos, o fenómeno carismático da pessoa é que faz e molda as instituições e não o contrário. “O mal não está nos partidos. O grande desafio dos jovens é mudar os paradigmas”, alerta.


“Coesão territorial tem vindo a ser negligenciada”


Um dos que evidencia que deve ser alterado é precisamente a coesão territorial. “É um tema que tem vindo a ser negligenciado e votado ao esquecimento. Cabe a todos nós, que temos uma responsabilidade política, exaltar a definição de um plano que permita que o nosso país não seja assimétrico, não tenha contrastes tão profundos que fazem com que se desenvolva a velocidades tão díspares”, justifica. Em seu entender, é preciso olhar para o interior com uma perspetiva de investimento público, de captação de investimento privado, mas também na criação de um conjunto de condições que tornem apelativa a vida no interior e que combatam o êxito rural.
Recorde-se que a lista da “Forbes” chama-se “30 jovens com menos de 30 anos” mas inclui, na verdade, 300 jovens “disruptores”, “líderes nas suas indústrias”, em categorias tão diversas como entretenimento, tecnologia, finanças e comércio eletrónico, vindos de 34 países europeus.

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