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Ana Costa Freitas é a única candidata à reitoria da Universidade de Évora

Empreendedorismo, qualidade e inovação visam “excelência” no futuro

O processo de eleição para a reitoria da Universidade de Évora já está em andamento. Ana Costa Freitas vai recandidatar-se a um segundo mandato nas eleições marcadas para 22 de março, liderando a única lista que se apresentou a sufrágio.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção Diário do SUL

09 Março 2018

Ser uma universidade empreendedora; produzir conhecimento e inovação; desenvolver uma cultura de qualidade assente em modelos exigentes e inovadores; promover a melhor ligação da investigação ao ensino e atingir a excelência nas áreas âncora são os pilares identificados pela candidata para o futuro.

“Estamos inspirados pelo conhecimento que produzimos” é o slogan da candidatura de Ana Costa Freitas que é licenciada em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia e doutorada em Biotecnologia Alimentar pela Universidade de Évora.

Tal como afirmou no programa que apresentou em 2014, a missão da universidade é “preparar as futuras gerações e assegurar a produção e difusão do conhecimento ao conjunto da sociedade, contribuindo desta forma para o seu desenvolvimento”. A atual reitora considera que o futuro depende da qualidade com que a universidade consiga cumprir esta missão, formando uma geração excelente, capaz de enfrentar os desafios de uma sociedade em constante evolução.

Como tal, o programa que apresenta pretende manter a Universidade de Évora no caminho iniciado há quatro anos, reforçando os aspetos positivos, corrigindo as deficiências e consolidando “a excelência” como a base do desenvolvimento desta instituição de ensino superior.

Ana Costa Freitas avança que a responsabilidade das atuais universidades assenta na excelência da “investigação” que tem que estar associada ao desenvolvimento económico e a excelência do “ensino” que tem que garantir, no futuro, o bom caminho. 

“A multidisciplinaridade reconquistou o seu lugar no léxico universitário e o valor do trabalho em rede foi reconhecido, quer ao nível do ensino quer da investigação. Por outro lado, a competição é feroz, pelo que nunca conseguindo ser excelentes em tudo, temos de o ser nas áreas que escolhermos”.

O programa de candidatura estrutura-se em torno de quatro objetivos estratégicos: consolidação das “áreas âncora”; desenvolver uma estratégia de internacionalização que cruze ensino e investigação; sustentabilidade e um modelo educativo para uma sociedade em mudança.

No que concerne à consolidação das “áreas âncora”, Ana Costa Freitas afirma que a Universidade de Évora tem que projetar-se através das suas áreas de excelência reconhecidas. A candidata entende que estas áreas devem ser revistas sempre que necessário mas, principalmente, têm que ser fortalecidas em recursos humanos, em investimento e em projeção internacional numa ação conjunta dos docentes e investigadores e dos diferentes órgãos da universidade. O património e o cluster de aeronáutica são duas dessas áreas identificadas, “sobretudo porque temos que dar reposta a esta nova realidade da região, daí irmos abrir um mestrado”.

Internacionalização que cruze ensino e investigação

Desenvolver uma estratégia de internacionalização que cruze ensino e investigação é outro dos pilares desta candidatura e que tem como missão aproveitar os canais abertos pela internacionalização da investigação para ancorar a internacionalização do ensino, reforçando a cooperação com os parceiros mais estratégicos. “Estamos a prepararmo-nos para dar mais aulas em inglês para atrair mais estudantes internacionais com o intuito de abrir a academia”, frisa.

Ana Costa Freitas avança ainda que quer que a Universidade de Évora ganhe uma bolsa do European Research Council. Para isso, defende que os professores têm que ser preparados, uma vez que estas bolsas são atribuídas a investigadores. É” uma bolsa muito importante e eu tenho obrigação de ajudar os meus docentes a prepararem-se para se poderem candidatar”.

A sustentabilidade é outra das estratégias que visa fazer desta instituição “uma universidade económica, social e ecologicamente sustentável”. E sustenta: “A sustentabilidade económica continua a ser vital! Para ser atingida é necessário reforçar a gestão integrada dos vários corpos e unidades orgânicas tendo subjacente um relacionamento institucional adequado e transparente”. A sustentabilidade social e humana “continua a não poder ser descurada”, bem como a sustentabilidade ecológica “deve ser mais aprofundada, alargando a responsabilidade ambiental da academia”.

O quarto objetivo é a criação de um modelo educativo para uma sociedade em mudança “Criar um modelo educativo que prepare os alunos para os desafios de uma sociedade em mudança e para serem atores relevantes num mundo global. Formar cidadãos conscientes a nível social, económico, ambiental e com uma mente aberta às diferenças culturais”, justifica.

Recorde-se que Ana Costa Freitas Entre foi vice-reitora da academia, entre 2006 e 2010, com o pelouro académico, tendo também sido membro do Conselho Geral da instituição, de dezembro de 2012 a outubro de 2013. Reitora nos últimos quatro anos, integrou igualmente o Gabinete de Conselheiros Políticos do Presidente da Comissão Europeia, em Bruxelas, entre 2011 e 2013.

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