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Alterações climáticas foram um dos temas em destaque

Cerca de 600 participantes na 10.ª edição das Jornadas do Hospital Veterinário Muralha de Évora

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação

13 Março 2018

As Jornadas do Hospital Veterinário Muralha de Évora (HVME) assinalaram nesta edição uma data simbólica, dez anos; ao mesmo tempo que o próprio hospital está a comemorar duas décadas de existência.
Neste âmbito, as jornadas de 2018 foram uma espécie de “resumo” das edições anteriores, tendo o Évora Hotel sido o palco desta iniciativa, que decorreu nos dias 2 e 3 de março. Cerca de 600 participantes assistiram a diferentes palestras e workshops que preencheram o programa ao longo destes dias.
Recorde-se que estas jornadas resultam de uma parceria entre o HVME e a Equimuralha, apostando em temas ligados à produção e saúde animal. Há ainda a destacar a parceria com a reserva animal Monte Selvagem, tendo assim decorrido a 4.ª edição das Jornadas Monte Selvagem.
Este ano, uma das novidades foi a existência de um espaço dedicado à raça brava, que resultou de mais uma parceria, neste caso com Associação Portuguesa de Criadores de Toiro de Lide.
Segundo o HVME, mais uma vez, este certame teve como público-alvo “produtores pecuários, criadores e proprietários de cavalos, médicos veterinários, enfermeiros veterinários, auxiliares veterinários, estudantes e outros profissionais do setor agropecuário”.
À margem do evento, Nuno Vicente Prates, sócio-gerente do HVME, salientou que “tentámos fazer uma recuperação dos melhores momentos que já tivemos ao longo destes dez anos”, reforçando que “tentámos trazer alguns palestrantes repetidos e que marcaram o percurso destas jornadas”.
Acrescentou que “para além disso, apostámos à mesma na inovação e propusemos seminários novos”, realçando que “mais uma vez tivemos workshops para produtores que voltaram a esgotar”.
De acordo com o mesmo responsável, “as jornadas continuam a ser um marco de referência, não só na região, como também a nível nacional, pelo que contámos com pessoas de todos os distritos do país, incluindo Madeira e Açores, num total de cerca de 600 de participantes”.
Segundo nota do HVME, “as alterações climáticas foram um tema que mereceu especial destaque ano, nomeadamente o seu impacto a nível global, pois as implicações a nível agrícola, epidemiológico e económico são uma preocupação de todos os que estão ligados ao setor agropecuário”.
A esse respeito, Nuno Vicente Prates disse que “tentámos perceber o que será possível fazer no futuro, de forma a adaptarmo-nos ao cenário que se perspetiva neste campo”.
Relativamente à parte dos equinos, Liliane Damásio, sócia-gerente da Equimuralha, especificou que “este ano tentámos fazer um 'best of' dos dez anos das jornadas, pois achámos que era uma data importante”.
Como tal, explicou que “optámos por não escolher um tema específico, mas fazer uma abordagem aos vários temas retratados ao longo destes anos e ir buscar um pouco de cada área que achámos importante e que convinha voltar a abordar”.
A mesma responsável evidenciou que “dedicámos uma parte à reprodução porque achamos que a reprodução de equinos está a voltar a crescer e estamos a voltar a ter bastantes pedidos”.
Frisou que “escolhemos também a nutrição porque com as alterações climáticas a que assistimos, a nutrição começa a ter bastante importância”, focando que “temos falhas de água e de pastagens, a qualidade dos fenos baixa e é importante percebermos o que podemos fazer para melhorar a qualidade da alimentação”.
Liliane Damásio sublinhou que “abordámos também a medicina desportiva porque faz parte do nosso dia-a-dia e é sempre importante tentar melhorar a maneira como os cavaleiros podem maximizar o rendimento dos seus cavalos”.
A sócia-gerente da Equimuralha mencionou ainda que, “no segundo dia, voltámos a fazer os nossos workshops para veterinários, algo que já acontece habitualmente, e workshops para proprietários que fizemos pelo segundo ano, sendo uma área com bastante importância”.

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