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Randstad inaugurou instalações com presença do ministro-adjunto

Centro de atendimento já emprega 80 pessoas em Elvas, mas chegará às 170

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redação

16 Março 2018

Está oficialmente inaugurado o “contact centre” da Randstad no recinto da antiga fábrica do tomate de Elvas que visa o atendimento a clientes da EDP em Portugal e Espanha, em ambos os idiomas. Para já, a empresa cria 80 postos de trabalho, mas vai chegar aos 170 lá mais para a frente, numa segunda fase de expansão. A cerimónia contou com a presença Pedro Siza Vieira, ministro-adjunto, ao lado de Nuno Mocinha, presidente da Câmara de Elvas, de José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portuga,l e do administrador da EDP António Martins da Costa.

No primeiro plano da linha do investimento feito na cidade fronteiriça foi destacada a aposta no Interior do país, apontando à diminuição da taxa de desemprego na região, atração de  população tecnicamente qualificada e à criação de postos de trabalho que viabilizem a revitalização do tecido económico e social.

José Miguel Leonardo, natural de Elvas, reconheceu que a abertura deste centro de atendimento só foi possível através de “vários esforços e um conjugar de vontades”, destacando a participação da autarquia ao nível do investimento nas instalações. Segundo o CEO, este projecto, igual a vários outros que a Randstad tem pelo país, procura ajudar a combater as situações “de desemprego prolongado”.

O autarca Nuno Mocinha recordou que o município investiu cerca de meio milhão de euros neste centro de competências - como o edil lhe prefere chamar – alertando para a relevância geográfica de Elvas, ao lado de Espanha, que foi estratégica para atrair a empresa. Mocinha sublinhou ainda que o investimento da autarquia vai permitir que vários munícipes do concelho deixem de estar dependentes do apoio social da câmara e passem a ter o seu próprio emprego, admitindo ainda que o retorno desta aposta municipal deverá estar assegurado no prazo de dois anos

Por parte da EDP, António Martins da Costa referiu que a empresa encara o país com a “obrigação de o servir em toda a sua dimensão”, recusando limitar-se aos grandes centros urbanos, avançando ainda que já garante 1500 postos de trabalho nos vários “contact centre”, sem perder de vista o facto de em Elvas 20% dos operadores falarem castelhano.

Já o ministro-adjunto, Pedro Siza Vieira, elogiou o projecto, dando-o como o exemplo daquilo que deve ser a aposta no Interior, permitindo concentrar “recursos qualificados nas regiões de baixa densidade”, rumo ao encorajamento do futuro. “Esta ideia de territórios onde se concentram recursos qualificados, que podem servir um mercado muito mais amplo do que o simples município ou a simples região, é uma ideia que temos de promover e que encorajar", sublinhou o governante, pegando no Programa Nacional de Coesão Territorial para abordar a necessidade de valorização das zonas mais desfavorecidas

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