Diario do Sul
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Só no último ano

Multas de trânsito caíram para metade no Alentejo

Os automobilistas alentejanos foram multados por 176 mil vezes em 2017 na soma dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o que representa menos 153 mil multas face a 2016.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

20 Março 2018

As contraordenações renderam cerca de milhão e meio de euros aos cofres do Estado. Já por distritos, e também face à densidade demográfica que caracteriza o Alentejo, nenhuma das sub-regiões surge entre os dez distritos do país onde os automobilistas pagaram mais coimas.
Ainda assim, as 176 mil multas passadas aos condutores em 2017 traduzem uma redução significativa face às 329 mil multas passadas pelas autoridades em 2016. O valor é ainda mais expressivo comparando com as 409 mil que autuaram os automobilistas do Alentejo em 2015.
Por distritos, foi Évora onde se registaram mais multas em 2017 com um total de 70 mil, o que representou uma queda face às 151 mil de 2016. Em 2015 tinham sido 145 mil. Beja chegou às 64 mil multas, mas tinham sido 104 mil em 2016 e 133 mil em 2015. Quanto a Portalegre, 42 mil multas é o registo de 2017, contra as 74 mil de 2016 e 131 mil em 2015.
As multas por mau estacionamento lideram a lista das infrações às regras de trânsito, com valores que vão dos 10 aos 300 euros, seguindo-se o excesso de velocidade, com autos de 60 a 2500 euros. O uso do telemóvel ao volante (entre 120 e 600 euros) e falta de inspecção nas viaturas (250 a 1250 euros) também renderam uma verba choruda em multas.
Mas a que deve ser atribuída tremenda redução de multas levando em linha de conta a contabilidade dos últimos três anos? A pergunta fica sem resposta por parte do Ministério da Administração Interna, mas Paulo Rodrigues, dirigente da Associação dos Profissionais da Polícia, alerta que “há desânimo” entre os profissionais e que isso “pode estar a levar a algum facilitismo”, admite, enquanto alerta que “as condições de trabalho se têm agravado nos últimos anos”, garantindo que algumas viaturas que são utilizadas por agentes policiais em várias zonas do país “nem estão capazes de andarem na rua”.
 
Das multas leves
às muito graves
 
A lista de contraordenações do Código da Estrada é extensa e prevê diversos motivos para a aplicação de sanções pecuniárias e acessórias de inibição de condução. As multas dividem-se entre as leves, graves e muito graves, sendo estas duas últimas categorias que se inserem aquelas com implicações mais severas em termos de sanções acessórias que variam entre um e os 12 meses no caso das contraordenações graves e de dois a 24 meses no caso das muito graves.
A condução com álcool no sangue também tem vindo a baixar, embora ainda exista quem o faça. Para a carta definitiva com mais de três anos, entre os 0,5 g/l e os 0,79 g/l há lugar a uma multa grave; a partir dos 0,8 g/l e até aos 1,19 g/l é muito grave. Nos casos de carta com menos de três anos, os limites são mais duros. Dos 0,2 g/l até aos 0,49 g/l é grave e a partir dos 0,5 g/l até aos 1,19 g/l é muito grave. Para os motoristas profissionais, as contraordenações são as mesmas do caso das cartas com menos de três anos.
Também conduzir enquanto se manuseia o telemóvel é um hábito que muita gente já abandonou, mas ainda existem alguns condutores que persistem nesta prática não só ilegal, como também perigosa ao colocarem em risco a sua segurança e a dos demais utilizadores da via pública. Recorde-se que esta é uma contraordenação grave com coima de 120 a 600 euros.

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