Diario do Sul
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No próximo domingo

Biblioteca Pública de Évora comemora 213 anos com programa repleto de atividades

Foi a primeira biblioteca criada para o público em Portugal. E já lá vão quase 213 anos. É no próximo domingo que a Biblioteca Pública de Évora (BPE) assinala o seu aniversário e está a preparar um conjunto de atividades, que prometem agradar a miúdos e graúdos.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

22 Março 2018

É junto ao Templo Romano que se encontra o edifício que desde sempre foi a “casa” desta biblioteca. Foi precisamente a 25 de março de 1805 que “Frei Manuel do Cenáculo colocou o seu primeiro livro na nova ‘livraria’, como ele lhe chamava”, salientou Zélia Parreira, diretora da BPE.
A mesma responsável focou que “esta foi a primeira biblioteca no país criada para o público, para que as pessoas que não tinham possibilidades para aceder à informação ou para comprar livros pudessem utilizar a informação que tinha sido reunida por uma pessoa influente na altura, o Frei Manuel do Cenáculo”.
Acrescentou ainda que “Frei Manuel do Cenáculo também esteve na origem da Biblioteca Nacional de Portugal, mas esta era vocacionada para ser o tesouro da nação e não tinha esta abertura ao público”.
Recordou ainda que “desde 2012 que a BPE está sob a alçada da Biblioteca Nacional de Portugal”.
De acordo com Zélia Parreira, “a organização dos documentos é uma das nossas prioridades, pois muitas das obras que temos não estão registadas”, realçando que “podemos ter até um milhão de documentos”.
Explicou que “temos talvez centenas de milhares de documentos que chegaram à BPE por via do Depósito Legal e que nunca foram desencaixotados”, garantindo que “estamos a trabalhar para isso”.
A esse respeito, a diretora da BPE esclareceu que, “por um lado, estamos a catalogar aquilo que chega atualmente e, por outro, as obras mais antigas, pois recebemos documentos do Depósito Legal desde 1931”.
Especificou ainda que, “em média, entram cerca de 150 livros por dia na BPE e não conseguimos acompanhar essa entrada”.
Para além disso, Zélia Parreira disse que “temos a coleção patrimonial, a qual também estamos a inventariar e a catalogar”.
Destacou que “o catálogo da biblioteca tem 159 464 obras (na altura da entrevista) e supomos que temos um fundo que ronda um milhão de documentos, por isso só temos cerca de 15 por cento do fundo catalogado, o que é muito pouco”.
Quanto ao acesso, a mesma responsável adiantou que “as obras da coleção patrimonial têm acesso restrito, só mediante um pedido especial, até porque temos obras únicas no mundo”.
Evidenciou ainda que, “no caso da documentação que chegou via Depósito Legal, há documentos, que por serem únicos, têm o acesso limitado, pelo que definimos que as obras anteriores a 1974 estão como consulta presencial, embora possam existir exceções”, revelando que “as obras que recebemos a partir de 1974, estão disponíveis para serem requisitas e levar para casa”.
Segundo Zélia Parreira, “para requisitar as obras é necessário estar inscrito como leitor da BPE e para fazer a inscrição, que é gratuita, basta trazer o cartão de cidadão”, reiterando que “qualquer pessoa se pode inscrever, independentemente da idade e da nacionalidade”. Frisou ainda que “estão cerca de 9 700 pessoas inscritas na BPE”.
De salientar também a abertura da BPE à comunidade através dos vários polos. A diretora desta biblioteca precisou que “temos 18 polos, instalados em juntas de freguesia, escolas, associações e até empresas”.
Contou ainda que “através do site é possível aceder ao catálogo da BPE e quem está inscrito pode fazer logo a reserva”, apontando que “podem ser requisitados até dez livros por 20 dias”.
Importa referir que a BPE encontra-se aberta de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18 horas, e ao sábado, das 10 às 17 horas.
Relativamente ao programa comemorativo do 213.º aniversário, Zélia Parreira destacou “uma caça ao tesouro no sábado à noite e vamos realizar outra no domingo à noite, pois tivemos muitos interessados”.
As restantes iniciativas acontecem todas no domingo. A diretora da biblioteca mencionou “as visitas guiadas pela BPE; o Encontro de Jogos de Tabuleiro, em parceria com a B de Brincar; ou a parceria com o Centro de Ciência Viva de Estremoz, em que são contadas histórias e a partir das mesmas são trabalhados temas da ciência”.
Realçou também “a leitura com mimos, que são sessões para bebés com Rita Moriés”, referindo que “esta atividade tem uma taxa de participação”.
Zélia Parreira focou ainda “a oficina de escrita antiga com o Arquivo Distrital de Évora, a oficina de pins com a Associação É Neste País e a inauguração da exposição ‘Era uma Vez o Alentejo’, de Ana Rita Janeiro, seguindo-se o bolo de aniversário”.

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