Diario do Sul
Twitter rectangular

Chuva traz otimismo

Barragens recuperam no Alentejo e aumentam cenário de rega no verão

A recuperação da barragem do Caia – que abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Monforte e Arronches - de 19 para 41%, à “boleia” das chuvas de março, está entre os exemplos mais assinaláveis em torno da melhoria do cenário de seca que atormentou o Alentejo nos últimos tempos.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

22 Março 2018

Mas a região precisa de mais chuva para que a albufeira garanta rega às culturas de primavera/verão dos 250 associados, distribuídos por uma área de 7500 hectares.
A tendência repete-se em outas albufeiras de maior dimensão no Alentejo, graças à chuva que tem caído e que levou a um aumento do nível de todas as bacias hidrográficas da região, embora seja ainda na bacia do Sado que as barragens registam os níveis mais baixos.
É verdade que também houve aumentos significativos, como aconteceu na barragem de Pego do Altar – onde foi captada a imagem da ponte descoberta pela seca – que passou de 8% para 55%, enquanto a barragem do Roxo passou de 31% para 41%. No total das 10 barragens, houve uma subida geral de 29% para 47%.
Aliás, as albufeiras que a 15 de março apresentavam volumes totais inferiores a 40% correspondem agora a apenas  11% do universo total: são três na bacia do Sado, três na bacia do Guadiana e uma no Tejo. Ainda assim, e com tanta chuva, a média do mês de março continua a ser inferior a anos anteriores em muitas barragens do Mira, Sado e Guadiana.
Contudo, para o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, há motivos de otimismo. Alega o governante que, face à precipitação registada, este poderá ser “um ano agrícola normal” ou até “mais do que isso”, justificando que a situação de seca “alterou-se muito substancialmente, porque tivemos, nos primeiros dias de março, uma pluviosidade absolutamente anormal - choveu em 10 dias tanto quanto em dois meses de março normais - e, portanto, houve uma grande afluência de águas às barragens”, salienta.
O ministro admite que persistem alguns problemas nas bacias do Sado e do Guadiana, mas ressalvou que “mesmo os casos problemáticos do Sado devem estar hoje acima dos 50%”. Quer isto dizer que há boas notícias para o exercício de uma “atividade agrícola quase normal”.
Aliás, recorde-se que, como o Diário do Sul já avançou, o aumento da quantidade de água nas barragens de Alcácer do Sal, deverá mesmo possibilitar o cultivo de, pelo menos, metade da produção habitual de arroz, segundo os orizicultores.
O diretor do Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado (APARROZ), João Reis Mendes, não se compromete com números concretos, justificando que “quem decide a distribuição da água é a Associação de Regantes e de Beneficiários do Vale do Sado”. Ainda assim, o dirigente da APARROZ indicou que poderá estar “garantido”, no perímetro de rega das barragens de Vale do Gaio e de Pego do Altar, “pelo menos 50%” da produção habitual.

Dê-nos a sua opinião

NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.