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Coordenadora do Bloco de Esquerda visitou ontem o Hospital de Évora

Catarina Martins exigiu ao Ministério da Saúde a contratação e vinculação de mais pediatras

Contratar mais pediatras foi a grande reivindicação feita ontem pela coordenadora do Bloco de Esquerda, no final da visita ao Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

22 Março 2018

Catarina Martins criticou o Ministério da Saúde por recorrer a empresas de contratação de médicos em vez de abrir concursos e vincular os especialistas aos hospitais. Considerou também que estas instituições de saúde têm que ter maior autonomia sempre que é preciso substituir um profissional de saúde. A dirigente elogiou o trabalho dos médicos e disse esperar que, enquanto o novo hospital não existe, o atual possa ser alvo de intervenção devendo o Ministério das Finanças desbloquear o dinheiro o mais rapidamente possível.
A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve acompanhada pelo deputado Moisés Ferreira e pela coordenadora distrital de Évora, Maria Helena Figueiredo durante a reunião que teve com a Administração do HESE. Maria Helena Figueiredo lembrou que, em abril do ano passado, o Bloco de Esquerda reuniu com os responsáveis desta unidade hospitalar por causa da urgência pediátrica “ e o governo respondeu dizendo que iam ser contratados três médicos pediatras. Certo é que a situação não só se manteve como se agravou”.
Catarina Martins afirmou que dificuldade do Hospital de Évora na contratação de pediatras é pública, o que “implica um enorme desgaste da equipa para responder a tantas solicitações”. Lembrou que há médicos com idade acima dos 50 e 55 anos com limitações a fazer urgências, “o que contribui para um problema grande nas equipas de especialistas disponíveis no hospital e para servir toda a região”, avançando que o Serviço de Neonatologia só existe neste hospital, mas serve todo o Alentejo.
A coordenadora considerou que neste hospital existem três matérias que considerou pertinentes. “A primeira é que o Ministério da Saúde está a jogar contra si próprio quando está a recorrer a empresas de contratação de médicos em vez de vincular médicos nos seus hospitais. Os 120 milhões de euros gastos em empresas de prestações de serviços podiam já ter servido para contratar três mil médicos para o Serviço Nacional de Saúde que precisa desses especialistas”, salientou. A opção clara que Catarina Martins defendeu foi a da vinculação e contratação de médicos para o SNS em detrimento da contratação de prestadores de serviços que “fica mais caro aos hospitais”.
O segundo problema apontado pela dirigente tem a ver com a autonomia dos hospitais e sustentou que estes devem ter capacidade de contratar. “Substituir um funcionário que se ausentou não implica mais investimento, é uma substituição que custa o mesmo ao hospital e que serve para prestar um bom funcionamento do serviço”, exemplificou.
Em terceiro lugar foi indicado um problema muito específico do Hospital de Évora e que “são as condições físicas”. Catarina Martins disse ser “obviamente necessário” construir um novo hospital porque este existe há 500 anos.

“Novo Hospital Central do Alentejo
tem de iniciar-se ainda nesta legislatura”

A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou que ninguém compreenderia que depois de tantos anos à espera, neste momento, com a atual maioria, não se lançasse o concurso e começasse a obra no decorrer desta legislatura. “Quem vive no Alentejo espera há tempo de mais. Portanto, para nós, é essencial que seja lançada e começada a obra propriamente dita”, reforçou.
Catarina Martins advertiu, contudo, que enquanto o novo hospital não estiver pronto (estando agendado para 2023), há obras que precisam ser feitas ainda no HESE. “As obras já foram aprovadas, carecem ainda das últimas autorizações do Ministério das Finanças, mas são cruciais porque este é um hospital central, como tal deve ter condições básicas”, frisou. E continuou: “Sabemos que os utentes são bem atendidos porque os profissionais deste hospital, tenho a certeza que fazem milagres todos os dias. Mas sabemos que o edifício está abaixo das necessidades da população”.

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