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12.º Congresso das Açordas voltou a receber muitos visitantes

Iniciativa alertou para a necessidade de certificação do pão alentejano

Valorizar e divulgar um dos pratos mais característico, rico e variado da gastronomia alentejana - a açorda – foi o objetivo da Câmara Municipal de Portel com a organização do 12.º Congresso das Açordas. Para além do colóquio, intitulado “Pão com…Certificação”, houve espaços de partilha e debate sobre o nosso património gastronómico, bem como de produtos regionais, que o visitante pôde provar e deliciar-se com as “mil e uma” açordas que Portel tem para oferecer. No final, o presidente da Câmara, José Manuel

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

29 Março 2018

O autarca, José Manuel Grilo afirmou que, à semelhança de anos anteriores, “tudo correu bem, tivemos muitos visitantes que provaram as nossas açordas nos seis restaurantes no espaço do congresso e em todos os outros do concelho onde estiveram igualmente a ser servido este prato que ‘é rei’ no concelho e na região”. O presidente do município salientou que os turistas “abalaram” agradados, afirmando esperar que eles façam a promoção das açordas. “Portel voltou a assumir-se como um destino turístico”, frisou.
O presidente da Câmara sublinhou ainda a importância do pão alentejano, temática que deu início ao congresso desta edição. A tentativa de certificação do pão alentejano, manter a sua qualidade, a sua forma de confeção, com excelente qualidade e que é um produto que tem um papel preponderante nas açordas foram apontados como objetivos para o futuro.
“O azeite, o pão e as ervas aromáticas são preponderantes para a feitura das açordas. O azeite de Portel, da azeitona galega, tem qualidades muito superiores a outros. E, como tal, Portel reúne todos os ingredientes para uma boa açorda. Tal pão, tal açorda, pão duro é bom para a açorda”, sustentou.
Neste congresso esteve Francisca Valério, representante da Associação Terras Dentro, entidade que está a impulsionar o processo de qualificação do pão Alentejo. “É sobre isto que temos estado a trabalhar através de um projeto ‘Qualificação do Pão Alentejano’, cuja candidatura foi feita ao Portugal 2020. E este projeto tem estado a contribuir na medida em que está a preparar as bases todas para uma breve certificação do pão alentejano”, explicou.
A mesma responsável afirmou que, neste momento, a associação está a fazer aquilo que considera mais importante e que é a constituição de um agrupamento de produtores “porque eles sim é que estão legitimados para pedir a certificação”. Francisca Valério anunciou que em toda a região Alentejo existem cerca de 380 padarias no ativo e dessas 350 aderiram ao projeto. “O pão alentejano para além de ser um produto diferente, tem especificidades sobretudo ao nível do processo de fabrico, sendo urgente divulgá-lo, valorizá-lo, mas sobretudo protegê-lo e esta certificação vem nesse sentido”, vincou.
O conhecido chefe António Nobre marcou presença também nesta iniciativa, tendo afirmado que “eu não sei se poderia ser cozinheiro sem o pão porque sempre fui habituado a conviver com ele”. O cozinheiro defendeu que o verdadeiro pão alentejano não pode ser esquecido porque faz parte da nossa gastronomia, entrando em quase todas as receitas alentejanas. “Eu li em algum sítio que o Alentejo é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água e temos o exemplo da nossa açorda alentejana”, sublinhou.
Sabor a ácido, feito de farinha de trigo, água, sal e fermento – o pão alentejano tem um valor cada vez mais saudável.

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