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IPSS alerta que precisa, sobretudo, de apoio financeiro

Arcebispo de Évora visitou instalações da Pão e Paz

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação

02 Abril 2018

Foi em 2001 que a Associação Pão e Paz começou a sua atividade, tendo nesse ano realizado o seu primeiro jantar de Natal para pessoas carenciadas. Cinco anos mais tarde, o projeto ganhou um caráter mais consolidado com a abertura do refeitório na Rua dos Penedos, no centro histórico de Évora.
Apesar de estar a par da atividade realizada por esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), o arcebispo de Évora, D. José Alves, ainda não conhecia as instalações da associação.
No âmbito da visita pastoral que tem vindo a fazer nas paróquias do concelho de Évora, o arcebispo esteve na Pão e Paz e inteirou-se do trabalho desenvolvido pela instituição, bem como das dificuldades que atravessa.
De acordo com o arcebispo de Évora, “eu já tenho contactos com a Pão e Paz, através da dona Teresa Caetano, desde que vim para Évora, há dez anos, sobretudo através do jantar que realizam por ocasião do Natal, mas não conhecia as instalações”.
Constatou que “agora tive oportunidade de fazê-lo, bem como de conversar com os responsáveis pela gestão desta IPSS, que é uma instituição de beneficência que merece todo o nosso apoio e louvor porque falamos de voluntários que prestam ajudam a 140 pessoas que daqui recebem refeições diariamente”.
Para D. José Alves, “é um trabalho extraordinário, embora não tenham nenhuma comparticipação oficial, sendo tudo resultado de boas vontades e de ajuda de particulares, empresas e outras instituições”.
Reforçou que “é uma associação de bem fazer que merece ser conhecida e apoiada, porque fazer bem a quem não tem quase nada é uma obra de misericórdia, o que para nós, cristãos, merece todo o nosso empenho”.
Por sua vez, o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Pão e Paz, Fernando Canha da Silva, adiantou que “nós servimos 140 almoços por dia, mais o complemento para o jantar”, esclarecendo que “a instituição está fechada ao domingo, mas ao sábado fornecermos mais um complemento precisamente por isso”.
Quanto à realidade com que esta IPSS se depara atualmente, o mesmo responsável evidenciou que, “em termos de géneros alimentares, vamos recebendo donativos suficientes para as nossas necessidades, apesar de termos falta de carne e peixe”.
No entanto, admitiu que “a nossa principal necessidade é o apoio financeiro”, lembrando que “temos quatro postos de trabalho e o pagamento das contas de água, gás e eletricidade, entre outros gastos, nomeadamente com a gasolina para recolher os géneros doados”.
De acordo com Canha da Silva, “recebemos donativos de forma pontual, não temos uma fonte de receita regular e temos lutado junto da Segurança Social por um apoio efetivo”.
Esclareceu que “foi reconhecido pela Segurança Social que o trabalho que aqui se faz é extremamente necessário e importante, mas não temos qualquer comparticipação feita por esta entidade”, argumentando que “a falta de apoio pode colocar em causa o nosso funcionamento”.
Fernando Canha da Silva constatou ainda que “pelos eventos que as empresas e as instituições têm realizado a favor da Pão e Paz, nós facilmente concluímos que a nossa instituição é vista de forma positiva pela cidade”.
Em relação à visita do arcebispo, o mesmo responsável reiterou que “D. José Alves manifestou vontade de conhecer as nossas instalações e o nosso trabalho, pelo que ficámos muito satisfeitos com a sua presença”.

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