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Movimento define estratégia para ensino que abarca Alentejo

Proposta de mestrados e doutoramentos para Interior procura apoios e massa crítica

É uma nova estratégia que ambiciona contrariar as dificuldades com que as instituições do ensino superior do Interior do país se debatem para atraírem alunos para mestrados e doutoramentos, onde se incluem os estabelecimentos de ensino alentejanos. O tema deverá ser desenvolvido em breve em duas conferências que estão agendadas para Portalegre (dia 20 de abril) e Beja (27). O Movimento pelo Interior vai propor ao governo que crie bolsas de estudo que possam custear as despesas mais volumosas, casos do aloja

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

11 Abril 2018

A proposta, que é assinada por Pedro Lourtie, presidente do Conselho Geral do Politécnico de Leiria, aponta à criação de plataformas de desenvolvimento regional “com estrutura e orçamento leve”. O plano não se trata de um apoio a estudantes carenciados, mas antes de um incentivo para atrair um conhecimento avançado para zonas interiores como os distritos de Beja, Évora e Portalegre. Os dados relacionados com o valor, número de bolsas a criar ou a sua distribuição pelas instituições de ensino superior ainda serão discutidos pelo movimento.
Destaca o autor que estas plataformas “funcionariam como associações sem fins lucrativos coordenadas por instituições de ensino superior e com massa crítica suficiente para congregar esforços em prol do desenvolvimento regional”, justifica.
Segundo o projeto, as plataformas seriam contratualizadas com o Governo, tendo uma duração de quatro a cinco anos, contemplando vários objetivos, sendo que cada região abrangida iria propor a criação de uma ou duas plataformas em função da especificidade de cada território. Alega o documento que desta forma as regiões como o Alentejo passariam a ter massa crítica suficiente para conseguir “gerar sinergias entre os atores regionais e ter impacto no desenvolvimento regional”, tratando-se de uma proposta que faz parte do documento sobre educação, mas que completa um tríptico composto por propostas fiscais e de organização do estudo do território.
O Movimento pelo Interior olha para esta estratégia como o caminho mais curto e indispensável para identificar as potencialidades de cada território. Tanto as potencialidades já existentes como as que podem vir a ser criadas, sendo essas as áreas a explorar pelo sistema do ensino superior em cooperação com as câmaras municipais e unidades empresariais, mas sem deixar de fora a própria sociedade civil.
Pedro Lourtie defende a importância deste plano ao ponto de garantir que se tudo continuar como até aqui as instituições de ensino superior irão trabalhar de forma isolada, enquanto esta aposta abre espaço a uma maior dimensão para que consigam captar financiamento, investigação e desenvolvimento.
Ou seja, diz, “se queremos conhecimento precisamos de concorrer a fundos de financiamento, sejam nacionais, como a Fundação para a Ciência e Tecnologia, ou externos, como os fundos europeus aos programas quadros da União Europeia”, sublinha, admitindo que é precisamente aqui que entra a necessidade de atrair alunos de mestrados ou doutoramentos que alimentem as unidades de investigação que venham a ser criadas mediante um levantamento do potencial de cada região.

Que ideias tem o Movimento?


O “Movimento pelo Interior”, onde pontuam várias figuras com ligações ao PSD e ao PS, já tem um guião com as principais propostas para revitalizar as regiões economicamente mais desfavorecidas do País. Longe de constituir uma versão final, o roteiro dá algumas pistas sobre o que vai ser apresentado em maio. Canalizar os benefícios fiscais apenas para investimentos no interior do País, obrigar todos os novos serviços públicos a fixarem-se no Interior e direcionar a investigação das instituições de ensino superior para os setores com maior potencial de desenvolvimento local. Estas são algumas das propostas que integram o roteiro preparado pelo “Movimento pelo Interior”, que quer liderar o debate pela revitalização das regiões economicamente mais desfavorecidas. O primeiro esboço preparado pelos três coordenadores sectoriais – Miguel Cadilhe na área fiscal, Jorge Coelho para a ocupação do território e Pedro Lourtie para a educação – está pronto e passou para as mãos de Álvaro Amaro (PSD, presidente da Câmara da Guarda), Rui Santos (PS, edil de Vila Real) e Silva Peneda (ex-ministro do PSD), que terão agora de aprofundar e dar coesão às diferentes propostas.

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