Diario do Sul
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Em 2017

Criminalidade aumentou no Alentejo

Évora, Beja e Portalegre seguiram a tendência do aumento da criminalidade em 2017 face ao ano anterior. Segundo avança o Relatório Anual da Segurança Interna (RASI), os três distritos alentejanos somaram um total 11.517 participações, traduzindo mais 297 que os 11.220 registos de 2016.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

11 Abril 2018

Por distrito, é Beja que exibe o maior aumento percentual, com uma subida da criminalidade de 4,6%, que representa mais 177 crimes (passou de 3838 para 4015). Segue-se Portalegre com uma variação homóloga de 2,6 pontos percentuais entre 2017 e 2016, com mais 82 participações. Subiu de 3163 para 3245. Évora encerra a lista regional também com um aumento, embora mais reduzido, de 0,9%. A criminalidade subiu no distrito de 4219 para 4257, traduzindo mais 38 ocorrências.
Já quanto à criminalidade violenta e grave participada por distrito, o Alentejo não exibe melhores notícias. Só Beja conseguiu inverter os números de 2016, baixando de 114 para 98 participações em 2017, enquanto Évora subiu de 113 para 143 e Portalegre também lamenta uma curva ascendente de 93 para 111. Évora apresenta mesmo uma variação homóloga de 26.5%, surgindo como a quarta maior subida do país, enquanto Portalegre chegou aos 19,4 pontos.
Entre os crimes que mais cresceram nos últimos tempos está o furto de viaturas – tanto o roubo de objetos de valor no interior dos carros, como do próprio automóvel –  ainda de acordo com o RASI, dando o documento conta de que todos os dias há viaturas alvo de assalto na região, embora o Alentejo surja na cauda dos distritos onde se verifica este tipo de criminalidade, tanto ao nível do furto de veículos em si, como dos objetos deixados no seu interior e até das próprias peças das viaturas, como é o caso do roubo de jantes, deixando os ladrões os carros suspensos em tijolos. O documento aborda ainda o sistema de assalto com recurso ao carjacking, que é considerado pelo PSP e GNR o método mais frequente, “sendo o que gera mais alarme social”, como admite fonte policial.
Ainda segundo o RASI, a maioria das ocorrências está associada a investidas em que os ladrões quebram vidros ou arrombam portas e bagageiras das viaturas estacionadas em plena rua para se apropriarem de artigos de valor que possam estar à vista. Os queixas mais frequentes das vítimas dão conta do roubo de computadores portáteis, tablets, telemóveis, máquinas fotográfica e ainda de carteiras deixadas no interior do carros.
Com um aumento dos casos de furtos de 6% face a 2016, as estatísticas revelam que as principais vítimas são, cada vez mais, os turistas que se deslocam à região em carros de aluguer, sobretudo durante a época de verão.

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