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Ciclo de conferências “Os desafios da diplomacia económica” na UÉ

Diretor comercial da AICEP afirma que Alentejo é promissor economicamente

Fornecer conhecimentos sobre as práticas e os modelos de organização e de atuação dos múltiplos vetores da diplomacia económica, a fim de desenvolver capacidades técnicas e competências funcionais para apoiar a tomada de decisão pelos agentes envolvidos no processo de internacionalização das economias são os objetivos da realização destas conferências no âmbito do Mestrado de Relações Internacionais e Estudos Europeus da Universidade de Évora.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

11 Abril 2018

A última conferência teve como convidado o diretor comercial da Agência para o Investimento e Comércio de Portugal (AICEP), Miguel Fontoura que considerou que a região Alentejo é promissora porque tem dinâmica, talento e qualificação, sendo estes fatores decisivos para as empresas na hora em que decidem localizar-se num território.
O diretor do Mestrado de Relações Internacionais e Estudos Europeus, José Caetano explicou que este ciclo de formação pretende proporcionar uma visão geral da forma como os Estados conduzem as suas relações económicas internacionais num contexto global. Assim, são abordadas as ferramentas analíticas e as estruturas organizacionais que permitem compreender os processos de negociação e de tomada de decisão nas suas relações económicas no domínio externo.
“Abordamos os conceitos, os aspetos institucionais e funcionais e os quadros teóricos relevantes para as modernas estratégias da diplomacia económica, concedendo prioridade ao tratamento de casos reais”, afirmou, salientando a necessidade de colocar os alunos em contacto com experiências de vida de pessoas que trabalham em diplomacia económica.
O professor José Caetano justificou, deste modo, a realização deste ciclo de conferências com vista a que possa existir uma partilha de conhecimento e abertura de oportunidades em termos de empregabilidade.
Ao longo do semestre letivo estão a realizar-se cinco conferências com intervenientes de algumas instituições, os quais, pela sua atividade e experiência, “se relacionam e com os aspetos operacionais da diplomacia económica, nos diferentes níveis em que atuam, desde as embaixadas, às agências de promoção externa, até aos agentes locais e regionais que no seu quotidiano promovem a internacionalização dos territórios em que atuam”, frisou.
“A Diplomacia Económica nos Caminhos da Internacionalização” realizou-se na passada sexta-feira, no Colégio do Espírito Santo e teve como orador Miguel Fontoura, diretor comercial da Agência para o Investimento e Comércio de Portugal (AICEP) em Lisboa, ou seja, tem responsabilidades na internacionalização das empresas portuguesas e angariação de investimento estrangeiro.
Em declarações exclusivas ao “Diário do Sul”, Miguel Fontoura lembrou que a diplomacia económica é um fenómeno muito natural. “Durante muito tempo não se chamava assim, mas ao longo da vida o Estado português - através de organismos como o AICEP, como o Instituto de Camões e como o Ministério dos Negócios Estrangeiros - sempre teve uma dimensão externa em várias vertentes, política, diplomática, militar e económica e social”, sustentou.
Olhando para o Alentejo, o dirigente definiu-o como “uma região que tem tido grande sucesso, nos últimos tempos, aliás, basta olhar para esta cidade, para o investimento de Embraer, da Mecachrome, entre outros”. A seu ver, é essencial passar a mensagem de que este é um território que tem dinâmica, talento porque é isso que as empresas procuram quando se querem sedear. “Querem perceber se há pessoas com qualificação e aqui há. Temos que mostrar um país muito competitivo em termos de custos operacionais, mas muito mais importante que isso, que é termos gente qualificada que pode ajudar as empresas”, reforçou.

Relações de parceria
com universidades
são fundamentais

O diretor comercial da AICEP sublinhou ainda a importância das relações de parceria com as universidades, contando que, sobretudo em termos de investimento estrangeiro, “quando um promotor vem a Portugal quer sempre falar com a universidade local para perceber se é competente e se tem capacidade de formar bons quadros”.
No final da conferência, Miguel Fontoura disse ter conseguido motivar os alunos de mestrado, anunciando-lhes que a AICEP proporciona estágios pelo mundo inteiro, mas sobretudo, que “estes estudantes tenham saído daqui interessados pela nossa economia porque isso é efetivamente o mais importante”, concluiu.

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