Diario do Sul
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Em quatro meses

CPCJ de Évora abriu 59 Processos de Promoção e Proteção de menores

Abril, Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância

Autor :Redacção «Diário do SUL»

19 Abril 2018

Desde o início deste ano, chegaram à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Évora, cuja área territorial de intervenção é o concelho, 59 comunicações, algumas de quais de violência doméstica, revelou a presidente deste organismo.
Em declarações ao Diário do Sul, por ocasião do “Abril, Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância”, Lénia Fragoso salientou que, segundo os dados mais recentes, “desde janeiro de 2018 até ao início do mês de abril chegaram cerca de 59 comunicações à nossa Comissão, tendo sido aberto Processo de Promoção e Proteção”.
“Destes, as problemáticas mais sinalizadas são as situações de violência doméstica e de absentismo escolar, que nos dão indicadores de que são áreas que deverão assumir grande preocupação e um olhar atento e preventivo da comunidade em geral”.
“Para além dos Processos de Promoção e Proteção abertos já este ano, existem ainda todos os outros que transitaram de 2017 e que ainda se encontram em fase de acompanhamento, a maioria com problemáticas idênticas”, revelou ainda esta técnica, frisando mais à frente “que a questão dos conflitos parentais assume uma dimensão preocupante”. Em Maio de 2018 irá realizar-se o Encontro Nacional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, no qual irão ser divulgados os dados relativos à intervenção das Comissões durante o ano de 2017.
Refira-se que as comissões de proteção de crianças e jovens são instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.

Mês da Prevenção


Ao longo deste mês de Abril, a CPCJ de Évora está a assinalar, a exemplo do que sucede um pouco por todo o país, o Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, através da realização de um conjunto de atividades destinadas a toda a comunidade.
Segundo a responsável pela CPCJ de Évora, “esta campanha visa sensibilizar a comunidade para a problemática dos maus tratos e para a necessidade de os prevenir, dando também a conhecer os serviços locais que intervêm no domínio da infância e juventude”.
“É uma campanha que tem como principais objetivos promover os direitos das crianças e jovens, através de ações de maior proximidade com a comunidade em geral, no sentido de reforçar a importância de uma parentalidade positiva, de alertar para os comportamentos que nos conferem uma maior preocupação, tentando disseminar um conjunto de estratégias de promoção do bem-estar, saúde física e emocional para as nossas crianças e jovens, mas também para os pais, bem como para outros agentes educativos”.
“Das diversas iniciativas que já tiveram lugar, destaca-se a colocação de uma faixa na varanda da Associação Comercial de Évora, na Praça do Giraldo, com o objetivo de informar/sensibilizar a comunidade para a importância da prevenção dos maus tratos infantis, a atuação da Tuna Académica da Universidade de Évora numa sessão de sensibilização para o trabalho desenvolvido pela CPCJ, e a realização de uma corrida noturna, com a colaboração dos Évora Night Runners e da APIPDF – Associação para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos, onde se concretizaram três Laços Humanos”.
Durante os próximos dias, estão ainda prevista mais atividades nomeadamente com a colaboração da Associação dos Amigos da Ludoteca, Associação Chão de Meninos, Associação É neste País e Câmara Municipal de Évora. A programação poderá ser consultada aqui: https://www.facebook.com/cpcjevora/ .
Esta iniciativa, lançada em 2008 pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, procura alertar e sensibilizar a comunidade em geral para este flagelo.


História do Laço Azul

A Campanha do Laço Azul (Blue Ribbon) iniciou-se em 1989, na Virgínia, E.U.A. quando uma avó, Bonnie W.Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”.
A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que se revelaram “curiosos” foi trágica e sobre os maus-tratos à sua neta, os quais já tinham morto o seu neto de forma brutal por espancamento pela mãe e namorado.
E porquê azul? Porque apesar do azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não
queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul, que simboliza a cor das lesões, servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus-tratos.
Esta campanha, que começou como uma homenagem desta avó ao neto, expandiu-se e, atualmente, muitos países usam as fitas azuis, durante o mês de abril, em memória daqueles que morreram como resultado de abuso infantil e como forma de apoiar as famílias e fortalecer as comunidades nos esforços necessários para prevenir o abuso infantil e a negligência.
As fitas azuis correspondem a uma iniciativa de sensibilização e é uma oportunidade para nos lembrarmos da nossa responsabilidade coletiva e comunitária para a prevenção dos maus tratos.

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