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Terminou o "O Tapete está na Rua 2018"

Certificação do artesanato de Arraiolos continua a ser exigido ano após ano

Ponto a ponto vai sendo preservado o saber ancestral. Hoje continua vivo o “delicado sentimento” das tapeteiras do concelho de Arraiolos que continuam a transportar para o tapete o saber fazer e a nobreza desta arte. Com o evento, a Câmara Municipal pretende promover, salvaguardar e dar a conhecer o artesanato mais genuíno, dinamizar a economia local, bem como estimular a atividade turística nas suas diversas vertentes que incluem a gastronomia com a sua tradição e variedade.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

19 Junho 2018

Aquando da inauguração do certame, a presidente do município, Sílvia Pinto, lembrou que esta iniciativa é resultante dum conjunto de vontades e de trabalho com os agentes locais, envolvendo as casas de tapetes com sede no concelho de Arraiolos.
A autarca disse que faz cada vez mais sentido realizar-se este evento e outros em prol e em defesa do tapete porque “nós acreditamos neste artesanato, acreditamos que é um bem cultural que tem que ser defendido, valorizado e temos que lutar com as armas que temos e esta é uma delas”.
Sílvia Pinto lembrou que o próprio salão nobre do município é palco de arte do ilustre arraiolense e insigne pintor Dordio Gomes que “foi distinto professor na Escola de Belas Artes do Porto” e que enche a sala com cores do Alentejo e de Arraiolos, reportando à memória a história longa dos mais de 800 anos desta terra que, este ano, são materializados em exposição patente no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos.
A presidente da Câmara Municipal considerou assim que quase que não era preciso sair da sala para percorrer “as nossas tradições, os nossos saberes e a inquestionável riqueza do património histórico legado pelos nossos antepassados”, pois que cada um das telas é representativa do concelho.
Arraiolos convida a visitar “O Tapete está na Rua”, ano após ano, que percorre espaços diferenciados e múltiplos domínios, entre os quais o artesanato, o colecionismo, os concertos e espetáculos, o desporto, o encontro de fanfarras, as exposições, o folclore, a feira do livro, os produtos regionais e os espaços museológicos e monumentos do concelho.

Relevância
económica e social
do tapete

É precisamente o tapete de Arraiolos, motivo central desta iniciativa, que justifica parte deste reconhecimento, pela sua importância histórica, cultura e económica, sendo que a Câmara garantiu que continua a trilhar o caminho para o seu registo na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) com o Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos a executar as etapas prévias necessárias como o são as medidas de salvaguarda e a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Face à relevância para o concelho, o “Tapete está na Rua 2018” é um evento de divulgação e defesa do “Tapete de Arraiolos”, reiterando o município que não pode continuar a ser-lhe negado valor patrimonial, cultural e económico, “através de certificação adequada, sendo necessário criar o Centro para a Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos, em conformidade com as deliberações da Assembleia da República, sempre tomadas por unanimidade e ignoradas pelos sucessivos governos, devendo ser dado cumprimento da Lei 7/2002 de 31 de janeiro”.
Sílvia Pinto garantiu que o executivo está determinado em demover tais obstáculos e sobretudo em defender o “saber fazer” para que “em Arraiolos o tapete continue a ser uma atividade artesanal e uma arte de elevada qualidade, com relevância económica e social”.

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