Diario do Sul
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VILA VIÇOSA

Petição pede museu para exibir  espólio de Florbela Espanca

O espólio de Florbela Espanca é vasto, mas até à data continua guardado no posto de turismo de Vila Viçosa. Inclui poesias, manuscritos, fotos e até a banheira e a botija de água da poetisa

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

19 Junho 2018

Um antropólogo da terra quer expor o legado num museu, mas falta um edifício para levar o projeto em frente. Está em marcha uma petição que reúne cerca de 1300 assinaturas onde é pedido o envolvimento da câmara, enquanto a casa onde Florbela viveu está desabitada e acumula degradação.
Aliás, de Floberla Espanca a fachada da casa onde a poetisa viveu apenas exibe uma lápide alusiva ao facto e um desenho do rosto da poetisa, ao jeito de arte urbana, legendado com o eterno “E é amar-te assim perdidamente”. O suficiente, ainda assim, para que os turistas se desloquem com frequência à rua cujo nome também homenageia tão ilustre figura calipolense.
Porém, há quem tente dar maior dimensão à celebridade de Vila Viçosa que viveu entre 1894 e 1930. Que o diga o antropólogo Tiago Salgueiro que há cerca de três anos lançou uma petição que tenta encontrar um museu habilitado a receber o legado de Florbela juntando o espólio que se conhece da poetisa, mas que até agora tem permanecido guardado no posto de turismo.  
Tiago Salgueiro lançou o abaixo-assinado em 2016, apelando à ajuda da câmara para que encontre um edifício que possa  albergar o futuro museu dedicado a Florbela Espanca, com recurso ao espólio que está na posse do grupo dos amigos de Vila Viçosa. A prioridade é dada à casa onde morou a poetisa, que pertence a um particular. Mas, caso não seja possível, há alternativas, segundo admite, no sentido de se utilizar o espólio para criar um programa museológico, que até já tem o levantamento feito.
“O objetivo seria utilizar todos os materiais e coleções da poetisa para criar o museu e preservar a memória de Florbela em Vila Viçosa”, diz, admitindo que “existem espaços de memória ligados à poetisa”, dando o exemplo de “duas ou três casas que pertenceram à sua família. “A nossa ideia foi um bocado essa, divulgando o espólio e tentar sensibilizar a comunidade para podermos fazer um trabalho relativamente à reabilitação dessa memória. Pensamos que este museu seria mais um fator de atração turística para Vila Viçosa”, resume.

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