Diario do Sul
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Melhoria face a 2016

20% esteve em risco de exclusão no Alentejo em 2017

Cerca de 20% dos residentes no Alentejo estavam em risco de pobreza ou exclusão social no ano passado, com a agravante de pelo menos 4 mil a 5 mil desse total serem menores de 18 anos, que acabaram por constituir a faixa etária da população residente com maior risco de pobreza.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

19 Junho 2018

Apesar de estar em queda desde 2014, esta taxa fixou-se no ano passado nos 23% contabilizando todo o território nacional, ou seja, quase menos dois  pontos percentuais face ao ano 2016.

Os dados são divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e sublinham o facto das crianças continuarem a ser o elo mais fraco quando se passa em análise os rendimentos e as condições de vida da população do Alentejo, atestando que onde há crianças há um maior risco de pobreza. O observatório mostra mesmo que um agregado familiar com dois adultos e três ou mais crianças corre um risco na ordem dos 40%, baixando para 12% num agregado com apenas um filho.

Mas se quisermos olhar para as condições habitacionais adversas, constatamos que 15% das famílias com crianças dependentes viviam em alojamentos sobrelotados contra 3% das famílias que não tinham menores a cargo.

Pior estavam as famílias em situação de pobreza, onde a taxa de sobrelotação correspondia em 2017 à população que vive em casas em que o número de divisões habitáveis (mais de quatro metros quadrados cada) é insuficiente para alojar todos os membros do agregado familiar.

Ainda segundo o INE, 6,6% das famílias com menores a cargo “viviam em condições severas de privação habitacional”. Ou seja, viviam numa casa sobrelotada, com duche ou sanita, por exemplo, o que faz com que novamente a faixa etária dos 0 aos 17 anos seja a mais afetada com a taxa de privação habitacional severa a atingir 7% contra  1,4% nas pessoas dos 65 ou mais anos.

Ainda nos indicadores de privação habitacional fica claro que há uma melhoria, com carga das despesas da habitação a estabilizar nos 12,3%, enquanto a sobrecarga das despesas com casa recuou 0,8% pontos percentuais para 6,7%, refletindo também o aumento dos rendimentos médios por agregado familiar em 2,4%.

Os cálculos do gabinete de estatística têm por base o inquérito às condições de vida e rendimento realizados em 2017.

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