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Programa de Investimento em Territórios de Baixa Densidade foi apresentado em Évora

Requalificação de imóveis para turismo pode ser valia económica para o Alentejo

Criar as condições financeiras adequadas para estimular o aparecimento de projetos de investimento que se traduzam na valorização económica dos ativos imobiliário, afetos ou a afetar a atividades do sector do turismo ou com elas especialmente relacionadas e que promovam o desenvolvimento e a sustentabilidade das economias locais e regionais dos territórios de baixa densidade são os objetivos de um programa que foi lançado em Évora, na passada semana.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

19 Junho 2018

O roadshow juntou empresários com o intuito de lhes ser disponibilizada toda a informação para formalizarem as candidaturas ao concurso que teve início em 15 de maio e termina em 31 de julho.

A Turismo Fundos, em colaboração com a Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo promoveram a realização desta sessão de esclarecimento sobre o Programa de Investimento em Territórios de Baixa Densidade, no Évora Hotel.

Em declarações exclusivas ao “Diário do Sul”, o presidente do Conselho de Administração da Turismo Fundos, Pedro Moreira anunciou que o programa tem um orçamento de 25 milhões de euros para os territórios de baixa densidade. “No Alentejo só o concelho de Sines é que não é considerado território de baixa densidade, os restantes são. Logo, todos podem apresentar ideias e concorrer”, frisou.

O responsável avançou que os melhores projetos serão aqueles que conseguirão garantir que a liquidez ficará, de facto, no território. “Para nós, essa finalidade é muito relevante, garantir que o produto da alienação de imóveis à Turismo Fundos para subsequente arrendamento fique no território”, clarificou, avançando que a forma mais fácil de o garantir “é privilegiar os ativos imobiliários, fazendo investimentos quer ao nível da requalificação, quer mesmo através da reconfiguração para a atividade turística”.

Ceia da Silva considera que

“é possível criar unidades de excelência”

Para o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT), António Ceia da Silva, este é um programa “excelente” para a região porque vai permitir a aquisição de imóveis e “há muitos de extraordinária capacidade para criar unidades de excelência na área do turismo”.

De acordo com o dirigente, na nossa região há investidores que não têm capacidade financeira para avançar com a aquisição, mas podem fazê-lo com esta linha de apoio que “lhes permita arrendar o espaço e ao fim de alguns anos poder adquiri-lo”. E acrescentou que este programa permite também fazer o mesmo a casas que estão abandonadas, como por exemplo, escolas primárias que existem tantas na região.

Face a isto, António Ceia da Silva considerou o programa “muito interessante”, dizendo acreditar que acedendo a esta informação, “os agentes, autarcas e empresários podem utilizar estes fundos e, consequentemente, termos unidades de alojamento de excelência, daqui a uns anos”.

Em seu entender, a ideia de que há já muitos alojamentos no Alentejo “não faz sentido, salientando que tudo o que seja inovador e de excelência tem sempre espaço na região porque “vai atrair novos segmentos de mercado e criar mais dinâmicas de internacionalização”.

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