Diario do Sul
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Gasto médio anual com medicamentos

Alentejo gasta 224 euros em farmácias e Mora regista a maior despesa do país

Mora é o concelho do país que gasta mais dinheiro em medicamentos por habitante, com um total de despesa média de 390, 56 euros. Em segundo lugar da região e sexto no país surge Castelo de Vide (345,22), seguindo-se logo o Crato (335,76). Curioso o facto de no lado oposto de Mora estar Marvão como sendo o concelho que menos gasta por habitante em medicamentos no território nacional. Foi apurada uma despesa média anual de 144,40 euros.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

21 Junho 2018

A média da despesa em farmácias entre os três distritos alentejanos está fixada nos 224,31 euros, o que significa mais 2,8% quando comparando com o ano 2016, perfilando-se o Alentejo como sendo a região onde se registaram maiores disparidades de gastos com medicamentos entre municípios, apesar da proximidade entre alguns concelhos.

Por exemplo, entre Mora e Marvão há uma diferença de 246,16 euros, tendo Mora subido ao primeiro lugar nacional desta lista de despesas por troca com o concelho de Mesão Frio, que em 2016 estava na primeira posição, enquanto o município alentejano que faz fronteira com o Ribatejo assumia o segundo lugar.

Os dados são revelados num o estudo promovido pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, que mostra como a proporção de idosos em cada município ajuda a explicar apenas 20% da variabilidade observada. Porém, como não se sabe o que explica o restante, os relatores da faculdade defendem uma análise mais aprofundada que avalie a prevalência de doenças  por concelho, tal como os indicadores de prescrição e de despesa de medicamentos, incluindo a quota de genéricos.

“Seria interessante afinar esta análise para percebermos porque temos mais prescrição em determinadas zonas e se nessas zonas haverá mais carga de doença” segundo diz Henrique Barros, porta voz da coordenação do “Relatório de Primavera 2018”, apresentado ontem, alertando para a importância de se procurar alargar foco numa análise canalizada por cada região, numa altura em que estudo mostra que as despesas com medicamentos no Alentejo só são superadas pela média dos municípios da zona do Centro.

Naquela região os gastos chegaram em 2017 aos 228,26, mais quatro euros que o valor médio apurado entre os estabelecimentos farmacêuticos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre.

O estudo analisa o caso específico da diabetes, sendo apontada a necessidade de “monitorizar e compreender a utilização, muito superior à média de diversos países europeus, de medicamentos mais onerosos”. Ainda na política do medicamento, o relatório reconhece que no período pós-‘troika’ aumentou o acesso a fármacos, mas considera que faltam medidas de uso racional de medicamentos em Portugal.

O Observatório dedica um capítulo do Relatório de Primavera 2018 a analisar as infeções associadas à resistência a antimicrobianos (como antibióticos), sublinhando a necessidade de definir uma estratégia a curto, médio e longo prazo, que contraste com “as medidas avulsas” e os discursos pontuais e mediáticos.

Ainda segundo o estudo agora revelado pelo “Relatório de Primavera 2018”, a prescrição dos médicos de família foi responsável por 54 por cento da despesa com medicamentos na farmácia em 2017.

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