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Centro de Arte e Cultura da FEA inaugurou quatro exposições

Novas expressões artísticas visam alargar horizontes culturais da cidade e dos visitantes

Mostrar à comunidade e aos visitantes da cidade de Évora novas expressões artísticas, no Centro de Arte e Cultura, que têm raízes profundas na cultura, no panorama artístico nacional e internacional são os objetivos da Fundação Eugénio de Almeida (FEA)

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

23 Julho 2018

As quatro exposições – ferro, poesia, música e desenho – inauguradas no passado fim-de-semana vão estar patentes até ao final de setembro. De acordo com a secretária-geral da FEA, estas mostras integram aquela que é a missão desta instituição que se pauta por promover o desenvolvimento cultural, social e educativo da cidade de Évora.

Maria do Céu Ramos afirmou estar expectante quanto à adesão do público às exposições, aguardando que possam ser compreendidas, sentidas e escutadas no sentido verdadeiro da palavra. “Este Centro de Arte e Cultura pretende desenvolver um projeto de cultura para a sociedade, contribuindo para o alargamento dos horizontes da cidade e das pessoas”, sustentou a secretária-geral da FEA. Em seu entender, esta é a missão da fundação que foi criada há 55 anos para promover o desenvolvimento cultural, social e educativo da cidade. “É um desejo que é cumprido todos os dias por uma equipa muito empenhada”, acrescentou.

Presente na inauguração das mostras e após a visita a todas elas, a responsável sublinhou a importância de compreender a poesia visual que “é uma forma de arte que liga a palavra dita e a palavra visualizada e que cria várias harmonias e registos entre estes dois sentidos: a visão e a audição”. “VisoVox” é a exposição de poesia visual e sonora que interroga as relações entre som, voz, linguagem, escrita e imagem. Através de uma seleção de trabalhos produzidos nos últimos 50 anos, percorrendo a obra de artistas de referência nacional e internacional, a mostra interroga a tensão entre som e escrita como constituintes de espaços poéticos de perceção aural, verbal e visual.

Maria do Céu Ramos afirmou que a experiência vivenciada ao ver esta mostra deve ter igualmente repercussões na compreensão da mostra que tem como cenário principal os instrumentos. “Instrmnts é uma exposição escultórica inspirada nos instrumentos africanos que produz uma sonoridade vibrante e que chama o público a envolver outro sentido que é o tato. Os instrumentos que produzem música real são para ser tocados pelos visitantes”, frisou.

A mostra de Victor Gama é um apelo para tocar, brincar, dialogar, experimentar para os visitantes, onde também participam em atividades como concertos, oficinas e visitas guiadas. Ao percorrerem trajetos sugeridos no interior do espaço de exposição, tocando nos instrumentos expostos, todos têm a oportunidade de experimentar um processo criativo onde o som, a música, o design e a performance estão em primeiro plano.

Patrimónios imaterial e material

podem ser vivenciados de forma diferenciada

Uma outra exposição é a “De re metallica”, considerada por Maria do Céu Ramos como “magnífica”, onde o ferro que é um material pesado, “aqui surge com uma insustentável leveza feita por um artista que está sediado em Évora, Gonçalo Jardim”. Percorrem-se assim escalas múltiplas, entre os espaços do interior da casa e a vertigem branca das paredes e muros do jardim, pontuadas pelos trabalhos em ferro do artista. “É que, como lembrava Plínio, o Velho, ensinámos o ferro a voar...”, pode ler-se no flyer da mostra.

Por último, um projeto de natureza mais transversal e coletiva, celebrando o ano Europeu do Património Cultural é a exposição de desenhos feitos por desenhadores urbanos que “são pessoas que dominam a técnica do desenho, são criativas e gostam de traduzir no papel a memória da vivência de um lugar ou de um objeto. Neste caso, estes desenhadores visitaram o edifício sede da Fundação e registaram aquilo que mais os sensibilizou”, evidenciou a secretária-geral.

“Heritage Indoor Sketchers” revelam o que guardam espaços como o Paço de São Miguel, o antigo Tribunal da Inquisição ou o Jardim das Casas Pintadas, afirmando-se como um convite para percorrer o interior de alguns destes espaços onde se conserva uma parte da memória de Évora.

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