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Mais 6% entre abril e junho

Preço das casas continua a subir no Alentejo

As contas são feitas pelo Idealista. Os preços das casas aumentaram nas três capitais de distrito alentejanas entre abril e junho deste ano, com Évora a liderar a tabela, registando uma subida do valor de 7,1%. Segue-se Portalegre (5,6%), enquanto Beja atinge os 5,4 pontos percentuais. As capitais alentejanas superarem mesmo o Porto, com um aumento de 4,3%, e Viseu.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

24 Julho 2018

O Alentejo segue assim a tendência das restantes capitais de distrito portuguesas onde os preços das casas não param de evoluir, com o metro quadrado a custar atualmente 1.687 euros, de acordo com o Índice de Preços Imobiliários do Idealista. Entre abril e junho deste ano, as casas ficaram em média 6,03% mais caras face ao primeiro trimestre 
Nos primeiros três meses do ano, os preços das casas subiram 6,4% para 1.867 euros o metro quadrado, face aos 1.754 euros do primeiro trimestre de 2017. 
Ainda segundo os dados reunidos pela Confidencial Imobiliário (CI) com base no seu índice de preços residenciais, a realidade imobiliária alentejana ajuda a ilustrar uma nova tendência, segundo admite Ricardo Guimarães, diretor da CI, para quem os novos tempos deixam perceber que a procura de casa está mais diversificada, tendo chegado à periferia das grandes cidades, pelo que há, hoje em dia, "interesse para lá de Lisboa e Algarve". 
Quer isto dizer que apesar da valorização das casas na região não ter começado este ano, tem vindo a acentuar-se ultimamente com uma retoma da "procura interna de habitação tradicional", enquanto até 2017 a procura de imóveis nos três distritos era mais motivada pelo mercado turístico. 
Contudo, há ainda uma nova realidade que está a influenciar o aumento de trajetória de preços, que se prende com a própria retoma do crédito à habitação, que tem acompanhado o aumento da procura de casas de habitação por parte de famílias, segundo explica o dirigente da CI. Ricardo Guimarães dá ainda conta de que a subida foi "generalizada e robusta" com a maioria dos concelhos da região a registarem valorizações a rondar os 10%. 
Ainda assim, na maioria dos municípios do Alentejo os preços das casas continuam mais baixos, comparando com os valores de há dez anos, mas entre o setor acredita-se que as novas geografias que estão a atrair compradores – desde o interesse turístico, a habitação familiar – poderão ajudar o imobiliário a dar a volta à crise na região. 
Entretanto, o mercado de arrendamento também conhece uma evolução, ao ponto do Balcão Nacional de Arrendamento (BNA) ter entrado em funções em 2013 e até final de março de 2018 já ter emitido no Alentejo 184 títulos de desocupação de locado como consequência de um total de 485 requerimentos de despejo. Nos dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça, o distrito de Évora lidera a lista regional, mas os três distritos alentejanos juntos surgem muito abaixo da média do país, ilustrando a pouca expressão do mercado de arrendamento por cá.
Por distrito, confirma-se Évora com 278 requerimentos de despejo e 106 títulos de desocupação de locado, enquanto Portalegre regista 49 despejos para 128 pedidos e Beja surge com 29 e um total de 79 requerimentos apresentados ao longo de cinco anos.

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