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Contra vaga de assaltos

Alentejo também investe em multibancos antibomba

Os bancos estão a investir na instalação de dispositivos de deteção de gás e explosivos nas caixas Multibanco também no Alentejo, apesar de se tratar da região onde se regista o menor número de assaltos do país, segundo apurou o Diário do Sul. O próprio sistema de tintagem de notas também tem sido reforçado.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

26 Julho 2018

Trata-se de uma espécie de "multibancos antibomba" cujo objetivo visa tentar travar as incursões dos assaltantes, que têm provocado vários roubos a caixas ATM na região nos últimos anos, levando agora as agências bancárias a investirem no reforço da segurança, recorrendo, por exemplo, à instalação de alarmes de detecção de gás e explosivos, a par de outros mecanismos. 
Mas também as forças policiais têm mantido alerta máximo para tentarem dissuadir este tipo de crime, até porque há referência de que os grupos atuam armados, havendo mesmo exemplos de assaltos em que os indivíduos utilizaram metralhadoras.
Segundo a explicação avançada pelas autoridades, as medidas implementadas tem o objetivo claro de tornar os multibancos menos vulneráveis à técnica mais usada nos últimos cinco anos, que consiste na injeção de gás nas máquinas e posterior ignição provocando um efeito explosivo. Recorde-se que ao longo deste tempo os estragos têm sido elevados, sobretudo nos equipamentos ATM instalado em alguns edifícios, como cafés, lojas, gasolineiras e até juntas de freguesia.
A SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços), entidade responsável pela gestão de toda rede ATM, não entra em grandes detalhes, invocando confidencialidade por questões de segurança, mas sempre vai adiantando que os bancos têm feito investimentos em equipamentos adicionais em nome da segurança dos multibancos, para minimizar o impacto na sociedade em geral.
Aponta como exemplo o reforço do sistema de tintagem de notas ou a fixação das máquinas ao chão - aposta que já tem alguns anos - realçando ainda a colaboração das autoridades no sentido de adotar métodos preventivos, que tem colaborado para que muitos ataques tenham fracassado. Há vários casos em que os assaltantes conseguiram fazer explodir o equipamento mas não lograram aceder aos cofres, acabando por fugir sem o dinheiro.
A introdução dos novos dispositivos de segurança acaba, de resto, por ir ao encontro das recomendações de várias entidades do sector bancário através do manual de boas práticas. Já em 2014 a Associação Internacional da Industria de Multibancos elencava um conjunto de medidas para tentar reduzir os riscos de ataques. Dava então o exemplo da colocação de sensores para deteção de assaltos em cursos, mas também de estruturas blindadas para evitar acesso às ranhuras das máquinas, além de dispositivos e emissão de vapores e fumos.

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