euroace
Diario do Sul
diario jornal

Que bem se está na praia de Monsaraz

Grupo fez edição das praias na praia fluvial de Reguengos de Monsaraz

Ainda não são 10.00 horas e já a praia fluvial de Monsaraz exibe uma moldura humana que não perde tempo a ir a banhos. Mais novos e menos novos mergulham para "fintarem" o calor. Cá fora estão perto de 40 graus. A água de Alqueva está, por agora, a uns generosos 25, mas com o decorrer da manhã haverá de subir a temperatura.

Autor :Roberto Dores

17 Agosto 2018

Liguemos, pois, a rádio, que vai começar a emissão especial com que o Diário do Sul e a Telefonia do Alentejo se propõem refrescar o verão alentejano. 

E chegam cada vez mais banhistas à praia da moda onde a Bandeira Azul é agora ladeada pelo galardão que distingue as praias acessíveis. No ano passado, que marcou a inauguração desta zona balnear,  a praia atraiu 80 mil visitantes. Como será este verão? 
O presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, vai com cautelas nas estimativas. "Houve o efeito novidade, que nos obrigou a aumentar muito a praia logo nos primeiros dias", diz o autarca, reiterando o que vem dizendo desde a abertura: "O ´boom´ também não é desejado, porque queremos ter aqui um espaço agradável e tranquilo para receber as pessoas, sem grandes enchentes. Mas, obviamente, gostamos de ter a praia preenchida", sublinha o edil, para quem será agora que a praia vai entrar na chamada velocidade de cruzeiro.
José Calixto deseja que os concelhos vizinhos banhados por Alqueva também avancem com infraestruturas do género - Mourão já o fez estando previstas praias fluviais para Portel e Alandroal. "Isso é desejável para criarmos um circuito de praias  fluviais à volta do maior lago artificial da Europa, que tem todas as potencialidades para ter este tipo de aproveitamento", acrescenta, garantindo que "há espaço para crescer". Aliás, como tem sido confirmado pela própria hotelaria do concelho , "dona" de cerca de 1200 camas que se têm mostrado praticamente esgotadas.
A praia de Monsaraz exibe hoje um areal mais amplo, com uma extensão de 150 metros, apoiados por 500 lugares de estacionamento. As áreas de toldos e restauração também aumentaram.  Um paraíso de água doce, como já alguém lhe chamou e um exemplo que ajuda a ilustrar a importância de ter Alqueva, como alertou Aires Carvalho, do Centro Unesco Aldeia das Ciências - parceiro da Telefonia e Diário do Sul no projeto que leva a rádio às piscinas e praias - puxando pela importância da preservação da água, como recurso tão relevante para a vida humana. 
Uma praia que "veio para ficar", segundo o presidente da CARMIM, Miguel Feijão, que também marcou presença neste programa radiofónico feito a partir das margens de Alqueva, destacando a importância da marca "Monsaraz".
"Já é uma referência, não só  nos vinhos da CARMIM, mas também em outras atividades", sublinhava à nossa reportagem o dirigente da maior cooperativa do setor dos vinhos em Portugal, elogiando a aposta feita pelo ex-presidente da Câmara, Vítor Martelo, ao ter decidido recuperar a vila medieval de Monsaraz, fazendo dela um ponto de forte atração turística. "Isso criou apetência pelo turismo rural, somou-se o megalitismo tão rico nesta zona, somou-se o céu brilhante que temos para ver estrelas e Alqueva foi a cereja no topo do bolo, potenciando a criação desta praia tão e bonita e bem enquadrada ambientalmente".
Daí que o presidente da CARMIM não perca de vista o potencial gerado por esta zona balnear, afirmando a cooperativa que dirige como um "suporte de tudo aquilo que se tem desenvolvido nesta terra. Somos o maior empregador da região de Reguengos, com cerca de 130 funcionários e cerca de 900 sócios. É uma sinergia grande em que pouca gente do concelho pode dizer que não vive da CARMIM", refere.
Sobre o ano agrícola que fica irremediavelmente marcado pela seca, que terminou apenas com as fortes chuvas de março, Miguel Feijão revela que a maturação está atrasada. "No ano passado colhemos as primeiras uvas em 18 de julho e agora já estamos em agosto. No ano passado, a 4 de agosto, começámos a vindima em velocidade de cruzeiro, mas este ano nem sombras disso", atesta, estimando que antes do dia 25 de agosto não será colhida uva.
De regresso à praia e à sua gestão em torno do salto turístico dado por Monsaraz. O presidente da Junta, Nuno Pinto, que está há menos de um ano no cargo, confirma a importância de estar atento ao evoluir dos acontecimentos em torno da zona balnear. "Tem trazido cá muitos visitantes e tem tido impacto mesmo nas aldeias vizinhas. Isto quer dizer que hoje o Interior até pode concorrer com destinos turísticos de sol e mar. Temos uma oferta turística muito importante para dinamizar todo o concelho e isso representa uma grande responsabilidade", assume o autarca.
E Domingos Conde, coordenador comercial da Caixa de Crédito Agrícola de Reguengos de Monsaraz, confirmava que o potencial oferecido pela praia está a mexer com a economia local e isso nota-se em termos bancários. "Tem havido alguma procura de apoio através do turismo. Nós temos um balcão aqui mais próximo, em São Pedro do Corval, e temos sentido o turismo a desenvolver-se um pouco mais, com os clientes a procurarem outro tipo de investimentos".
O mesmo responsável assinalou que foram apoiados alguns investimentos nesta área de negócio associada ao alojamento local e que outros estão já em análise para futuros investimentos. "Há espaço para crescer nesta área, tanto pela procura como pela resposta", resumia Domingos Conde.
Até ao meio dia não paravam de chegar banhistas à praia fluvial que tem a vila medieval de Monsaraz em pano de fundo. Era o fim da emissão e tempo de dar um mergulho. Agora a água já estava a 27 graus.

Dê-nos a sua opinião

NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.