Diario do Sul
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Évora agradece…

Igreja das Mercês, Atuar já!

No passado dia 16 de Agosto, em reunião pública da Câmara Municipal de Évora foi apresentado, para conhecimento, o RELATÓRIO DE AÇÃO INSPETIVA realizado à Igreja das Mercês, na Rua do Raimundo em Évora, elaborado por técnicos do Município de Évora, da Proteção Civil Municipal e da Delegação Regional da Cultura.

Autor :Elsa Teigão (Artigo de Opinião)

22 Agosto 2018

O relatório é muito claro, pode ler-se entre outras conclusões:

Por forma a garantir a segurança da população, bem como do próprio edifício classificado, URGE PROCEDER DE IMEDIATO aos seguintes trabalho: - Vedação de toda a fachada da igreja no espaço público de forma a criar condições de segurança e de encaminhamento seguro dos peões para o passeio do lado oposto, e afastando o tráfego de veículos da fachada. - …”
Perante as conclusões expressas no relatório técnico, o que espera o executivo da Câmara de Évora que aconteça para agir?
Sem alarmismos, mas com grande preocupação constatámos que nada foi feito desde o dia 2 de maio, data em que foi redigido o referido
relatório. A situação é muito grave e revela total inconsciência por parte do executivo da Câmara Municipal de Évora diante da evidente falta de segurança para quem passa na Rua do Raimundo a pé, em veiculo motorizado ou outro. É do domínio publico que o edifício pertence à Delegação Regional da Cultura do Alentejo, também é conhecida a existência de um processo judicial em curso, mas nada disto justifica que, quem têm responsabilidades na matéria, não garanta a segurança das PESSOAS!

…e se a questão for dinheiro, a fatura poderá ser passada a quem de direito, mas não parece ser esse o caso. Os especialistas encontrarão as soluções mais adequadas, no entanto não parece difícil e de imediato, vedar o passeio, impedir o estacionamento junto ao edifício da Universidade de Évora (antigo Escola do Conservatório de Musica) e condicionar a passagem do trânsito afastando-o da fachada da Igreja das Mercês, bem como condicionar a passagem de peões.
Não podemos ficar à espera de um incidente! Existe uma reflexão colectiva, aberta e participada a ser feita sobre a actuação municipal no Centro Histórico de Évora. Quando se assiste ao manifesto público da ineficácia da ação e de políticas na concretização da gestão da urbe, que resulta não só na insegurança, mas também na perda de um edifício classificado Património da Humanidade, perdemos todos.
Como já referi, noutra ocasião, atuar proactivamente no Centro Histórico é um imperativo público, de segurança e de valorização patrimonial, com reflexos directos na vida dos cidadãos e na economia local. A indiferença não é solução. Na prática, é necessário contrariar a actual
inacção, com resultados negativos, bem visíveis … Há demandas por concretizar, temos de saber ser Estado!
As autarquias têm um papel de excelência na dinamização dos actores locais para políticas e programas públicos no turismo, no desporto, na
cultura ou mesmo na educação, fora isso, há risco sobre as pessoas e bens que são de responsabilidade partilhada, mas nesta situação
concreta e em ultimo caso, tem que ser garantida pelo Município e pelo seu principal responsável, o Presidente da Câmara que é por inerência a autoridade municipal de Proteção Civil.
Enquanto cidadã e autarca eleita, com responsabilidades acrescidas manifesto publicamente a minha preocupação (a nossa, de todos) com a
ausência de medidas preventivas que salvaguardem pessoas e bens, como conclui o relatório da ação inspetiva à Igreja das Mercês e deixo
um apelo publico e direto ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Évora que actue de imediato de acordo com as competências que lhe
estão atribuídas.
Évora agradece!

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