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Vindimas atrasam e apenas um terço dos produtores já iniciou a colheita

CVRA afirma que a qualidade das uvas está garantida novamente este ano

A qualidade dos vinhos alentejanos voltar a estar assegurada este ano, apesar das vindimas estarem só agora a iniciar-se.

Autor :Maria Antónia Zacarias

11 Setembro 2018 | Publicado : 17:31 (11/09/2018) | Actualizado: 17:07 (17/10/2018)

A afirmação é do presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) que salienta que as uvas que têm estado a chegar às adegas são boas, o que leva a perspetivar mais um bom ano vínico. Quanto à quantidade, o responsável diz ser ainda muito cedo para perceber se haverá uma quebra na produção, apontando meados de outubro para fazer uma avaliação. Atualmente, apenas um terço dos produtores estão a vindimar. O atraso na colheita resulta, de acordoom Francisco Mateus, do clima atípico que se fez sentir e que se traduziu no retardamento do amadurecimento do fruto.
“Este ano, vamos ter vindimas com o timing de há muitos anos”, explica o presidente da CVRSA, adiantando que a situação resulta de termos estado perante um ano atípico em termos climatéricos. “O tempo ameno não ajuda ao amadurecimento homogéneo das uvas”.
O dirigente afirma que apenas um terço dos produtores alentejanos está a proceder à colheita. “Houve quem começasse no dia 8 de agosto, sobretudo para a apanha das uvas brancas que servem para fazer o espumante”. Mas há também quem tenha iniciado a vindima apenas na última semana de agosto, primeira de setembro, isto é, a semana passada.
Francisco Mateus salienta que dadas estas razões, a campanha vai prolongar-se até à segunda semana de outubro, data em que normalmente já estavam acabadas há algum tempo.
As castas amadureceram mais tarde, o significa que não estão todas com o mesmo nível de maturação “devido ao clima ameno que se fez sentir. Perante isto, os produtores tentam fazer a colheita de uma só vez para não andarem a vindimar agora, pararem e depois recomeçarem mais tarde”.
O presidente da CVRA assevera que as notícias que tem recebido são de que as uvas que estão a chegar às adegas estão de boa qualidade. “Ou seja, a qualidade dos vinhos está assegurada. Não há motivo de preocupação, não está comprometida a qualidade das uvas e consequentemente dos vinhos que vão ser produzidos”, reiterando que “Vamos continuar a ter bons vinhos. Vai ser um bom ano de produção”.
A qualidade está garantida, colocando-se alguns receios na quantidade obtida este ano. “O escaldão que se viveu no início de agosto pode levar-nos a pensar que possa haver uma quebra na produção, mas ainda é muito cedo para prever isso. Só no final da vindima”, justifica.

Alentejo é a região do país que mais vinho certifica

Atualmente, fazem parte da CVRA 241 produtores e 1900 viticultores. O setor ocupa 22 mil hectares de vinhas, o que não é expressivo tendo em conta que estamos a falar de um terço do território nacional. Contudo, o impacto que tem na economia é grande e o exemplo disso é que a vinha e o vinho representam “um quinto da economia regional”.
Francisco Mateus sublinha ainda o contributo que este setor dá, mostrando que promove e projeta o nome do Alentejo muito para lá das fronteiras da região. “O Alentejo é a região do país que mais vinho certifica, que mais vinho exporta e a que mais emprego gera, cooperando para a sustentabilidade do setor”, reforça o responsável.

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