Diario do Sul
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Exposição Grupo 8

De 13 de outubro de 2018 a 31 de março de 2019

O Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida inaugura no dia 13 de outubro a exposição Grupo 8, com curadoria de Joaquim Tavares.

Autor :Nota de Imprensa

12 Outubro 2018

A exposição Grupo 8 é o resultado de uma aproximação documental ao trabalho do “Grupo 8”, um grupo artístico com grande relevância no contexto artístico português dos anos 70,
que desenvolveu e mostrou coletivamente os seus trabalhos em Évora e em Lisboa, entre os anos de 1977 e 1979. Entre os seus membros contavam-se António Palolo, José de Carvalho, José.
Conduto, Joaquim Carapinha e Joaquim Tavares, entre outros. Nesta exposição, Joaquim Tavares apresenta o seu trabalho de investigação, documentação e reconstrução de obras e ambiências que caracterizaram o Grupo, condensando numa narrativa expositiva materiais, memórias, vivências e influências. Realizada no âmbito de uma prova de doutoramento a partir do Centro de História da Arte e Investigação Científica da Universidade de Évora (CHAIA), a exposição que agora inaugura reúne um conjunto significativo de peças da época, incluindo obras inéditas e algumas reconstruções de peças efémeras ou desaparecidas deste grupo de artistas. A perspetiva testemunhal e documental avançada por Joaquim Tavares dá corpo à sua interpretação —com base documental e experiencial— do legado do Grupo 8, que integrava ainda, além dos nomes indicados, Nelson Ferreira Alves, Dimas e Madeira da Rocha.
Ao longo da exposição, um programa de encontros, debates e conferências contribui para esclarecer e aprofundar o conhecimento do Grupo 8 e das suas relações com o contexto
português dos anos 70.

Quem foi o Grupo 8?
O Grupo 8 foi constituído por oito jovens artistas plásticos, que existiu entre 1977 e 1979 e que tinham em comum, não só o gosto pela arte e a criação artística, mas a cidade de Évora e do Alentejo como foco de união, criação e expressão. Não era um grupo ortodoxo, nem seria, certamente, um grupo no sentido modernista do termo. Era um grupo de artistas, que embora trabalhando individualmente, se reunia com regularidade em casa de Joaquim Carapinha para teorizar sobre a produção artística de cada um.
O Grupo 8 não tinha motivações de ordem política, programas ou teorias comuns que caraterizassem os seus elementos para lá da urgência de produzir, poder discutir ou desenvolver os seus trabalhos.
A estas tertúlias juntava-se o carater de experimentação que, não se limitando ao movimento artístico, extravasava para a práticas de rituais próprios de uma geração que descobria uma nova dimensão da liberdade e a ela dava uso. Sem qualquer instrução académica artística – assumidamente rejeitada – era da experimentação que resultavam os trabalhos de todos que
procuravam fazer uma “arte autêntica, genuína”, promovida por impulsos interiores.
O Grupo 8 expõe pela primeira vez em 1997, em Évora, no Palácio D. Miguel. Segue-se uma segunda exposição no Museu de Évora. Em 1978 o Grupo 8 volta a expor na Galeria Nacional
de Arte Moderna, em Lisboa, onde se impõem com uma corrente minimalista e conceptual.
A exposição que agora se apresenta no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida reúne cerca de 40 obras – entre elas pintura, instalações, documentos, fotografias e estudos, produzidas nesses dois anos de profunda criação e dinamismo.

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