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Há quem se desloque mais de 200 km

Alentejo sem consultas de sexologia

Cerca de 40% da população alentejana sofre de problemas relacionados com a sexologia, segundo uma estimativa da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC), que tem por base um recente estudo nacional, mas não existe na região uma única unidade de saúde pública que assegure consultas nesta especialidade.

Autor :Roberto Dores

17 Outubro 2018

A revelação foi feita a propósito do Dia Mundial da Saúde Sexual, confirmando que o sul é a zona do país com maiores carências neste ramo da Medicina, inviabilizando mesmo que algumas pessoas, sobretudo as mais carenciadas, possam ter acompanhamento médico. As patologias atingem ambos os sexos, confirmando Patrícia Pascoal, presidente da SPSC, que têm recebido muitos mails, precisamente, da população alentejana, a lamentar não ter acesso a consultas, que funcionam normalmente integradas em serviços na área da saúde mental.
Aliás, a realidade dos três distritos da região mostra como é necessário que "os serviços de saúde reconheçam esta especialidade" para alargar a cobertura ao Alentejo, garantindo que está em causa uma questão de saúde pública.
Os dados disponíveis aos dias de hoje dão conta da existência de grandes listas de espera nos hospitais dos maiores centros - o mais próximo do Alentejo está em Almada - onde a população alentejana é obrigada a deslocar-se para garantir uma consulta, havendo quem tenha de percorrer mais de 200 quilómetros entre casa e o hospital Garcia de Orta para ser consultado.
As consultas funcionam integradas em serviços na área da saúde mental, porque as patologias exigem regularidade ao nível da  terapêutica, alertando Patrícia Pascoal que, face à carência de profissionais, também os especialistas se estão a deslocar centenas de quilómetros entre cidades para garantirem o acompanhamento dos seus pacientes.
Daí que, ainda segundo a presidente da SPCS, se tenha vindo a trabalhar na formação de médicos que garantam mais profissionais em terapia sexual para os próximos anos.
Ainda segundo os estudos agora revelados a nível nacional, entre os homens e as mulheres que apresentam algum tipo de problema sexual, entre os 18 e 79 anos, 25,4% das mulheres queixavam-se de baixo desejo sexual na maioria das vezes ou sempre. Entre os homens dos 18 aos 70 anos, 23,2% queixam-se mais de ejaculação precoce, seguida de dificuldade de erecção (10,2%).

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