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CEPAAL aguarda alargamento do prazo da campanha de internacionalização

Azeite alentejano representa 78 por cento da produção nacional

Promover e dar a conhecer que o Alentejo é um grande produtor de azeite e de excelente qualidade são os objetivos do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) que está a desenvolver uma campanha de internacionalização que quer ver prolongada no tempo com vista a estar presente em eventos que considera de grande relevância.

Autor :Maria Antónia Zacarias

18 Outubro 2018

O presidente do CEPAAL, Gonçalo Morais Tristão afirma que o Alentejo é uma região de Portugal com maior capacidade de produção, contribuindo para que o país seja visto como um player muito importante em termos de mercados internacionais.
A qualidade dos azeites portugueses e dos alentejanos é cada vez mais evidente e isso é notório com a conquista de variadíssimos prémios em muitos concursos por todo o mundo. Esta é a garantia do responsável pela associação que salienta que o que falta ainda “é reforçar a ideia e mostrar que Portugal é um país exportador de azeite de grande qualidade, como comprovam os recentes dados do Instituto Nacional de Estatística”.
Gonçalo Morais Tristão afirma que este ano é record em termos de produção, “nunca houve em Portugal, desde que há registos, um ano de tanta produção de azeite. A nível nacional produzimos cerca de 130 toneladas e o Alentejo representou 78 por cento dessa produção”. O dirigente justifica esta valia com o aumento de instalação de olivais na região fruto da água de Alqueva. E explica: “Os olivais modernos são de regadio e isto fez com que houvesse maior produção e uma maior qualidade, isto é, com padrões de excelência”.
O CEPAAL apresentou este projeto de internacionalização em 2016 aos fundos do Portugal 2020, mas apenas foi aprovado em 2017, estando em execução até outubro de 2018. Contudo, a direção do CEPAAL ponderou fazer um pedido de prorrogação do prazo, uma vez que houve algum tempo de demora da análise e aprovação do projeto, “o que prejudicou algumas iniciativas que tínhamos agendado, mas onde não conseguimos estar presentes. Daí que tenhamos solicitado que o programa seja alargado até fevereiro, março de 2019”.

Associação aposta na promoção externa, mas também traz decisores até à região para conhecer os olivais, lagares e o produto final

É um projeto de 230 mil euros e visa promover o azeite do Alentejo em mercados internacionais definidos pelos associados, como os Estados Unidos, Canadá, Norte da Europa, Alemanha, Dinamarca e Brasil.
Gonçalo Morais Tristão sublinha que recentemente, em junho, estiveram a desenvolver ações de promoção externa em Nova Iorque e na Alemanha e vão ainda fazer na Suécia e Dinamarca.

O presidente do CEPAAL lembra um momento de grande importância de promoção, identificando a parceria com a TAP. “Foram oferecidos aos passageiros, com destino para países que considerámos de eleição, uma pequena garrafinha de azeite e um prospeto sobre o que é o azeite alentejano”, conta.
Durante o período da prorrogação do prazo da campanha de internacionalização, que o CEPAAL espera que seja aprovada, a associação vai fazer uma ação inversa de promoção. “Vamos trazer a Portugal agentes decisores de mercados externos, nomeadamente jornalistas, pessoas ligadas à gastronomia, para conhecer os nossos
olivais, os nossos lagares e os nossos azeites”, anuncia.
Para janeiro de 2019, Gonçalo Morais Tristão avança que o CEPAAL quer ir a São Francisco, nos Estados Unidos, uma vez que os associados e produtores entendem que este é um certame de extrema importância por ser uma feira dedicada à gastronomia e ao paladar.

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