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Portalegre é o distrito mais preocupado com o fenómeno

Vespa-asiática chega ao Interior e Alentejo já destruiu 12 ninhos

A vespa velutina (ou asiática), que ataca colmeias, chegou ao Alentejo, tendo os bombeiros destruído já - pelo menos - 11 ninhos do inseto invasor no distrito de Portalegre e apenas um em Évora, na zona de Arraiolos, segundo avança a Plataforma SOSVespa, com a qual o Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) identifica as ocorrências no país.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção DIÁRIO DO SUL

08 Novembro 2018

Fonte dos bombeiros admite ao Diário do Sul que o avistamento dos ninhos de vespa asiática no distrito de Portalegre começou por surpreender as corporações, mas hoje está confirmado que o inseto proveniente do Índia, China e Indonésia tem vindo a estender-se ao Interior do País. Ganhou espaço para Sul de Portugal, embora ainda não haja registos de avistamentos de ninhos no distrito de Beja.
Recorde-se que o Ministério da Agricultura já apresentou um plano de atualização para vigilância e controlo desta vespa exótica, quando a presença da espécie nem era ainda uma realidade a sul do país.
A fonte dos bombeiros admite que a preocupação se agrava, sobretudo, no verão quando a vespa regista máxima atividade e ataca colmeias em massa, tendo os bombeiros começado a receber chamadas de zonas onde nunca se tinha verificado a presença do inseto, como foi o caso de Portalegre.
"Há cerca de um mês uma senhora ligou para cá a fazer um relato que nos surpreendeu, pela zona em que ninho tinha aparecido. Ainda pensámos que poderia ser a vespa crabro, que se confunde com a asiática, mas que não é predadora. Porém, no local confirmámos que era mesma a asiática", diz a mesma fonte.
O ICNF não dá informações atualizadas sobre a expansão da espécie, mas o SOSVespa dá conta da multiplicação da presença de ninhos mais para Sul, numa altura em que em todo o país foram registados 11089 ninhos entre janeiro de 2105 e janeiro deste ano.
A vespa velutina tem a cabeça preta com face laranja e amarelada. O corpo é castanho escuro ou preto, aveludado e delimitado por uma faixa amarela. As asas são escuras e as patas castanhas com pontas amarelas. Já os ninhos têm forma redonda ou tipo pera com uma abertura. Cada ninho pode albergar entre 2 mil a 13 mil vespas e mais de 150 fundadoras, que no ano seguinte poderão vir a criar seis novos ninhos.
A vespa asiática é um predador de outras vespas e abelhas, constituindo há algum tempo uma das maiores pragas das colmeias. Ainda assim, não é considerada mais perigosa para os seres humanos face à vespa europeia.
O que é e como funciona a plataforma?
A Plataforma SOSVespa visa apoiar a identificação e o controlo da vespa velutina através da georreferenciação online dos ninhos desta praga. A aplicação web apoia a monitorização da distribuição e da expansão da praga da vespa asiática, através da geolocalização online de ninhos num servidor de mapas. Com esta plataforma é possível através de um simples smartphone com ligação a internet introduzir in loco a localização do avistamento. A plataforma envia de seguida avisos automáticos aos técnicos para que estes passem agir de forma mais imediata e adequada nos focos de expansão da praga. A monitorização espacial da evolução da vespa visa compreender as dinâmicas e padrões de distribuição espacial, identificar as zonas mais afetadas e zonas críticas, definindo intervenções oportunas e otimizando as estratégias e operações de luta e combate. A eliminação/exterminação do ninho georreferenciado deve ser registada, pelo técnico de Proteção Civil responsável. Este registo envia uma notificação automática ao utilizador do estado da sua observação.

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