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Diario do Sul
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Primeiro-ministro presente na sessão de lançamento do concurso para a construção da obra

Bloco de Rega de Viana do Alentejo deverá estar concluído em 2021

Já está lançado o concurso para a construção do Circuito Hidráulico de Viana do Alentejo e o respetivo Bloco de Rega, uma obra que deverá estar concluída em 2021.

Autor :Marina Pardal

15 Janeiro 2019

A sessão de lançamento aconteceu na passada sexta-feira, no Cineteatro Vianense, contando com a presença do
primeiro-ministro, António Costa; do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas
Santos; e do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.
Este concurso envolve um investimento de seis milhões de euros, sendo que este projeto vai beneficiar uma área
total de cerca de 4 600 hectares, localizada nos concelhos de Alvito, Évora e Viana do Alentejo. Está integrado na
ampliação do regadio do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e decorre no âmbito do Programa
Nacional de Regadios.
Segundo o Município de Viana do Alentejo, “a água para rega será retirada do Reservatório da Baronia que já
existe e será conduzida pelo Sistema Elevatório de Viana do Alentejo, a construir na nova empreitada”.
Para o presidente da Câmara de Viana do Alentejo, Bernardino Bengalinha Pinto, “este é um projeto muito
importante para o nosso concelho porque consideramos que vai ser benéfico para toda a nossa economia local e,
muito particularmente, para os nossos agricultores”, considerando que “com certeza atrairá novos investimentos”.
O autarca disse ainda que “não é um projeto milagroso, mas será mais um elemento positivo associado a muitos
outros projetos que temos em desenvolvimento nas mais diversas áreas, o que nos permitirá encarar o futuro do
nosso concelho com otimismo, ao mesmo tempo que nos incentiva a continuarmos a trabalhar para melhorar a
qualidade de vida dos nossos munícipes”.
Relativamente a prazos, o presidente da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, José
Pedro Salema, destacou, durante a cerimónia, que “o concurso costuma durar cerca de seis meses, pelo que
consideramos que a obra pode ser consignada em agosto deste ano”.
Adiantou ainda que “a obra tem um prazo de execução de 15 meses”, frisando que, “sem esquecer que podem
surgir imprevistos nas várias fases, acreditamos que na primavera de 2021 este bloco de rega esteja em
funcionamento”.
Durante a sessão, o ministro da Agricultura relatou que “o Programa Nacional de Regadios é financiado através de
fundos comunitários, do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), e com recurso ao Banco Europeu de
Investimento (BEI) e ao Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB)”.
De acordo com Luís Capoulas Santos, “no que diz respeito à parte do PDR, neste momento, todos os projetos
estão decididos”, apontando que “são 58 e visam beneficiar uma área na ordem dos 43 600 hectares,
correspondendo a um financiamento de 278 milhões de euros”.
Relativamente a esses 58 projetos de regadios aprovados, “quatro já estão concluídos, 19 estão em fase de
projeto, um está em fase de avaliação de impacto ambiental, dois aguardam visto do Tribunal de Contas e outros
32 estão já em obra”, enumerou.
Em relação ao financiamento do Programa Nacional de Regadios através do BEI e do CEB, Capoulas Santos
referiu que “de cerca de 280 milhões de euros, o Bloco de Rega de Viana do Alentejo foi o quarto lançamento de
um conjunto ainda indeterminado de projetos previsto lançar a muito curto prazo”.
Programa Nacional de Regadios
vai beneficiar 100 mil hectares
O ministro da Agricultura realçou também que “o Programa Nacional de Regadios vai beneficiar quase 100 mil
hectares distribuídos pelo país e envolve um investimento global de 560 milhões de euros, dos quais 222 milhões
destinados à área do Alqueva”.
Anunciou ainda que “no Programa Nacional de Investimentos 2030 está contemplada a segunda parte deste
programa de regadios com uma dotação prevista de mais 750 milhões de euros”.
A cerimónia foi encerrada pelo primeiro-ministro, tendo António Costa começado por evidenciar que “este é um
projeto muito importante, mas que só faz sentido porque há agricultores”.
Recordou que “o país precisa de melhorar a qualidade dos solos agrícolas”, constatando que “o Programa
Nacional de Regadios é absolutamente essencial para que isso possa acontecer”.
Dirigindo-se aos agricultores, António Costa agradeceu a “persistência e a iniciativa numa atividade que é difícil e
sujeita a imprevistos", focando que “o Alentejo que hoje se está a construir, é um Alentejo seguramente melhor
porque há esta facilidade do acesso à água, mas este de nada serviria se não fosse o vosso trabalho, o vosso
investimento e a vossa determinação”.
O chefe de Governo lembrou que, “durante décadas, discutiu-se se o Alqueva era ou não era uma boa opção, se
era ou não era útil”, mencionando que “essa foi uma discussão quase tão longa como o do novo aeroporto de
Lisboa”.
Acrescentou que “a verdade é que, hoje em dia, ninguém tem a menor das dúvidas sobre a importância do
Alqueva e o que o Alqueva conseguiu transformar a paisagem e o território do Alentejo”.

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