Diario do Sul
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Porto de Sines em foco

Plano Nacional de Investimentos 2030 contempla 1.280 milhões para o Alentejo

O Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), aprovado em Conselho de Ministros e que é parte integrante do Portugal 2030, prevê um investimento superior de 1.280 milhões de euros para infraestruturas no Alentejo. O Porto de Sines recebe a maior fatia deste bolo, mas a ferrovia e as estradas da região também são contempladas no programa.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

28 Janeiro 2019

Vamos por partes. De acordo com o documento completo, no capítulo dedicado aos transportes públicos surge o corredor internacional sul, com a nova ligação entre Sines e Grândola, para onde está previsto um investimento de 120 milhões de euros.

Já a modernização da linha do Alentejo absorve  90 milhões, enquanto a rodovia é contemplada com mais 130 milhões de euros destinados ao IP8, que liga Sines a Beja.

Porém, o investimento de grande monta no Alentejo está mesmo apontado para o porto de Sines, com uma verba de 940 milhões de euros, sendo mesmo a infraestrutura portuária do país que recebe mais dinheiro em sede do PNI, traduzindo uma quota de 51,4% do total nacional previsto para portos.

Uma aposta do Governo que tem por base a importância estratégica de Sines no contexto nacional, depois do porto alentejano ter voltado a bater recordes em 2018, com o Terminal XXI a movimentar um total de 1,75 milhões de TEU de carga contentorizada, um crescimento de 5% face ao período homólogo.

De acordo com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), “com um total de 22 milhões de toneladas, a carga contentorizada regista um crescimento homólogo de 5,5%, reforçando o contributo do Terminal de Contentores – Terminal XXI para o total movimentado em porto, reforçando a primeira posição com uma quota de 46%.”

No global, passaram pelo porto de Sines cerca de 47,9 milhões de toneladas, uma diminuição de 4% face a 2017, “fruto das paragens técnicas da Refinaria de Sines e do Complexo Petroquímico da Repsol e do decréscimo na movimentação de carvão, devido a um ano de forte pluviosidade e por isso com menor recurso a fontes não renováveis para a produção de energia elétrica”, acrescenta a APS.

Neste contexto, o PNI 2030 será o instrumento de definição das prioridades de investimentos infraestruturais estratégicos de médio e longo prazo, nos setores da Mobilidade e Transportes, Ambiente e Energia, para onde está apontada um verba total de 21.950 milhões de euros que o governo prevê gastar em projectos nacionais, surgindo o Alentejo logo atrás de Lisboa em termos do volume de  investimento, mesmo à frente do Algarve e das regiões do Norte.

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