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Balanço definitivo de 2018

Alentejo lamentou oito mortes em acidentes de trabalho

Oito pessoas perderam a vida em acidentes de trabalho na soma dos três distritos do Alentejo entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2018, representando menos duas vítimas face a 2017 e 2016, segundo os dados agora fornecidos pela Autoridade para as Condições de Trabalho(ACT).

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

30 Janeiro 2019

De acordo com as estatísticas a que o Diário do Sul teve acesso, o distrito de Évora é o que regista a maior taxa de mortalidade em acidentes de trabalho na região, o que é atribuído à tragédia ocorrida com o colapso da estrada entre Borba e Vila Viçosa. Recorde-se que duas das cinco vítimas mortais eram trabalhadores de uma das pedreiras.

Évora duplica assim o número de mortes registadas nos três anos anteriores (duas vítimas), aproximando-se das cinco vítimas lamentadas no distrito em 2014, que traduziu o ano mais negro na última década.

Já o distrito de Beja tem a lamentar duas vítimas mortais no período em análise, o que representa a maior redução no país. Em 2017 e 2016 chegou às sete mortes em acidentes laborais, enquanto em 2015 atingiu as 12 vidas perdidas.

Por seu lado o distrito de Portalegre também regista duas vítimas mortais. Tinha lamentado uma morte em 2017 e três em 2016. Igualou com o registo de 2018 o número de vítimas em 2015 e 2014.

Já quanto aos feridos graves, a região tem mais três vítimas face ao ano anterior, atingindo agora os 15 registos - 12 no distrito de Portalegre e três em Évora - com a particularidade de Beja continuar, tal como em 2017, a não ter qualquer vítima. Em 2016 a região tinha chegado às 19 vítimas, enquanto em 2015 somava 25 registos. 

Segundo aos dados recolhidos pela ACT e agora divulgados, fica claro que a construção continua a ser o setor de atividade com maior número de vítimas mortais. Logo a seguir surge a indústria transformadora, mas o setor da pesca também é causa de grande preocupação. A maior parte das empresas onde se registaram acidentes de  trabalho com vítimas mortais até outubro eram pequenas e a maioria exibia contratos sem termo.

Os meses de janeiro e maio foram os que contabilizaram mais acidentes de trabalho  mortais. O sábado foi o dia da semana com mais acidentes fatais registados na região, mostrando ainda a lista da ACT que as vítimas foram maioritariamente homens de nacionalidade portuguesa.

Ainda de acordo com a ACT, acidente de trabalho é aquele que ocorre no local e no tempo de trabalho e produz direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou a morte.

A ACT considera também acidentes de trabalho " os acidentes de viagem, de transporte ou de circulação, nos quais os trabalhadores ficam lesionados e que ocorrem por causa ou no decurso do trabalho, ou seja, quando exercem uma atividade ou realizam tarefas para o empregador".

Somando os dados relativos a todo o país, concluímos que os acidentes de trabalho mataram no ano passado 131 pessoas, o que representa um aumento de 10% face a 2017.

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