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208 ilícitos em 2018

Alentejo reduz crimes nas escolas

Os ilícitos em contexto escolar baixaram nos três distritos alentejanos, com menos ocorrências e uma descida de crimes, sobretudo nas zonas exteriores aos estabelecimentos de ensino.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

10 Abril 2019 | Publicado : 17:53 (10/04/2019) | Actualizado: 17:54 (10/04/2019)

 Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), no ano letivo de 2017 e 2018 a GNR e a PSP registaram um total de 208 ocorrências no âmbito do programa Escola Segura, traduzindo uma queda face ao ano letivo anterior, quando a região registou 253 ocorrências.

As estatísticas a que o Diário do Sul teve acesso indicam que é no distrito de Évora que se registam mais ocorrências ao nível dos estabelecimentos de ensino, com um total de 98, o que, ainda assim, traduz uma redução face ao ano anterior, quando se chegou aos 110 registos.

Seguiu-se o distrito de Portalegre, com 67 ilícitos, o que representou menos dez que no ano passado, enquanto o distrito de Beja somou 43 casos, representando menos 23 ilícitos comparando com os dados do último relatório. De resto, a escolas do Baixo Alentejo são as que registam menos criminalidade no total do país.  

Segundo descreve o RASI, 60% das ocorrências no passado ano letivo foram de natureza criminal, tendo a maioria lugar no interior das escolas, embora também haja uma percentagem de crimes ocorridos fora dos recintos escolares.

O documento associa a delinquência juvenil à violência escolar, admitindo que os casos mais frequentes surgem relacionados com o bullying, à “subtração de meio” e também recorrendo à violência física. O mesmo relatório aponta estes como os exemplos de crimes mais praticados nestes contextos, havendo ainda os casos de tráfico de droga junto às escolas.

Comparativamente com 2015 e 2016, a GNR e PSP registaram quase menos de uma centena de ocorrências nas escolas da região, com a redução do número de crimes no exterior a dar o maior contributo para a quebra da criminalidade registada.

Já quanto às orientações estratégicas, destaca-se para área da educação a adaptação das campanhas às principais causas da sinistralidade rodoviária, nomeadamente através do concurso de segurança rodoviária e do programa Júnior Seguro. A redução nas ocorrências e crimes reportados por forças de segurança está em linha com o registo apurado pelos diretores dos agrupamentos públicos que apontam várias situações de agressões na região na plataforma de ocorrências de segurança escolar. Alguns destes casos viriam a resultar mesmo em vários pedidos de transferência de alunos por mau comportamento. Alguns deles acabaram por mudar de escola.

Ao todo, as forças de segurança acorreram no ano letivo passado a 6422 ocorrências em contexto escolar no âmbito do programa "Escola Segura", 64% das quais de natureza criminal. Os números representam uma diminuição global de 9,1% face a 2016/2017.

Em 2017/2018, PSP e GNR responderam, sobretudo, a casos de ofensa à integridade física (1521 ocorrências), furto (904) e injúrias ou ameaças (701). Há ainda a registar 150 situações de vandalismo ou dano, 120 de ofensas sexuais e 110 de posse ou consumo de droga.

Recorde-se que o RASI reúne os indicadores de criminalidade registados pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária e Aduaneira e Polícia Judiciária Militar.

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