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Diario do Sul
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Vitória Stone Hotel recebeu evento em Évora

O charme dos vinhos do Alentejo exibido entre provas e palestras

Foi um sábado de vinhos para todos os gostos. 22 produtores apresentaram-se no bar do Vitória Stone Hotel, com mais de 150 referências de brancos, tintos, rosés e espumantes numa assumida ação de charme da unidade hoteleira que domingo completou cinco anos.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

09 Maio 2019

“O grande objetivo desta promoção é juntar e dar a conhecer as raízes do Alentejo aos nossos hóspedes e passantes”, justificou Rita Bravo, um dos elementos da organização do Stone Wine Market, já com o bar aberto à prova de vinhos que enchiam o salão.
Enquanto na cave decorriam palestras dando dicas sobre vinhos e gastronomia (já lá descemos) o público ia entrando de copo pendurado no peito com muito para provar. “Já há várias provas de vinho em Évora, porque são muito importantes para mostrar o que os produtores andam a fazer. Achamos que há espaço para mais e que o nosso evento, no próprio bar do hotel, é muito acolhedor”, dizia Rita Bravo, a pensar em vários públicos.
Desde logo, os próprios hóspedes, mas também outros clientes do hotel frequentadores do SPA, restaurante e bar. “Queremos que as pessoas da cidade consigam ter aqui um evento de qualidade com um custo mais acessível e que venham à unidade. Queremos quebrar o preconceito que algumas pessoas ainda têm de entrar num hotel de quatro estrelas não sendo hóspedes. Este hotel tem um bar de cidade e um restaurante de cidade”, justificava Rita Bravo, enquanto Sandra Dourado, em representação da Dourado Distribuição, anunciava várias novidades entre os produtores presentes no evento para dar a conhecer. “Tanto ao consumidor final, como a restauração que hoje aqui vem”, sublinhava.
Já em plena mostra, Filipa Oliveira, comercial da Comenda Grande, exibia as principais novidades ao nível de brancos e rosés, com as novas colheitas, além dos espumantes brutos, ao lado dos tintos, onde não faltava aquele que garante a melhor relação qualidade/preço, com um custo de seis euros, já com estágio em barrica nova de carvalho francês e seis meses em garrafa, a par da colheita especial de Touriga Nacional, com uma medalha de ouro. “O evento é muito importante, porque tem uma grande referência na cidade e acontece nesta altura, em que acabamos por apresentar a nova colheita de brancos”, resumia.
José Calado, representante da CARMIM, também elogiou a oportunidade do evento em pleno hotel, aludindo ao facto da unidade hoteleira ter um tipo de cliente estrangeiro “muito interessante” para o setor. “São pessoas que chegam ao Alentejo e não conhecem os nossos produtos, mas que aqui os vão poder provar e ficar a conhecer. Depois também há quem já nos conheça, mas tenha a oportunidade de provar as novidades que existem. Todos os anos temos que fazer coisas novas para nos adaptarmos ao mercado, atraindo novos clientes. Isto traz sempre retorno”, sublinhava.
Pela Adega da Vidigueira, Margarida Bonito, apontava para as principais novidades em cima da banca. Desde o licoroso lançado recentemente, ao vinho da talha que é uma novidade que tem somado procura dos consumidores, até ao Antão Vaz, passando pelo espumante “Decisão”. “Estes eventos abrem sempre novos horizontes e ajudam a potenciar os mercados, permitindo ainda trocar experiências com os nossos parceiros alentejanos. Também fazemos provas de vinhos com os nossos colegas e assim aprendemos uns com os outros”, concluía.


Dicas para provar e escolher vinhos


Entre duas palestras paralelas à prova de vinhos, Óscar Gato, da Confraria dos Enófilos do Alentejo, abordou os diferentes perfis dos néctares da região, deixando dicas sobre, por exemplo, a forma como se deve provar o vinho em provas de degustação. É que há quem tenha a tendência de misturar brancos e tintos, voltar aos brancos, regressar aos tintos e repetir o “circuito” várias vezes, mas isso prejudica a prova.
“Devemos organizar a nossa prova, começando pelos brancos e só depois os tintos. Quando provamos um vinho tinto com 15 graus de álcool, com estágio de dois anos de barrica, provamos um vinho forte que vai bloquear um pouco as nossas papilas gustativas. A seguir vamos provar o branco e já não é a mesma coisa, porque os taninos do tinto obrigaram as papilas a fechar”, explicou Óscar Gato ante de elogiar mais este encontro de produtores de vinhos. “Tudo o que seja mostrar o que temos é ótimo. E nós temos aqui consumidores com apetência por vinhos e que vêm cá perceber do que mais gostam”.
Por seu lado, José Santanita, presidente dos Escanções de Portugal, fez uma abordagem em torno da harmonia entre o vinho e a comida. Exemplo: “quando eu penso numas ameijoas à Bulhão Pato eu penso num vinho branco fresco”, referiu, destacando que “as temperaturas dos vinhos são fundamentais para nós os apreciarmos.”

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