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Instituição apresenta diferentes respostas sociais e educativas

Fundação Alentejo — 20 anos a contribuir para o desenvolvimento do território

Duas décadas marcam a história da Fundação Alentejo, criada a 7 de maio de 1999. Mas este percurso teve início antes, com a EPRAL – Escola Profissional da Região Alentejo que já conta com 29 anos de existência.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

09 Maio 2019 | Publicado : 18:17 (09/05/2019) | Actualizado: 18:25 (09/05/2019)

A sessão de abertura das comemorações do 20.º aniversário da Fundação Alentejo decorreu no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
O evento teve início com uma apresentação feita por alguns alunos do Colégio da Fundação Alentejo, na qual contaram a história da fundação.
Seguiu-se a cerimónia oficial, com a participação de Fernanda Ramos, presidente da Fundação Alentejo; Maria do Céu Ramos, presidente do Centro Português de Fundações; Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora; e Carmen Carvalheira, vice-presidente da CCDR Alentejo.
Em declarações ao Grupo Diário do Sul, Fernanda Ramos recordou que “a Fundação Alentejo surgiu porque a EPRAL, pessoa coletiva de utilidade pública, se transformou por imposição do Decreto-lei 4/98 em fundação, que passou a ser a sua entidade tutelar”.
Em jeito de balanço, a presidente da Fundação Alentejo assumiu que “tem havido altos e baixos”.
Destacou, sobretudo, “uma persistência muito grande e uma vontade de levar por diante um projeto que servisse o Alentejo e os alentejanos e que pudesse transformar aquilo que alguns julgavam intransponível que era melhorar as condições de vida, as condições de educação e formação que existiam no nosso Alentejo, no sentido de o transformar de facto num território onde desse gosto viver, onde fosse possível investir e onde as empresas sentissem que têm, para além de recursos humanos e da qualidade humana dos recursos, também trabalhadores qualificados”.
De acordo com a mesma responsável, “ao longo dos 29 anos da EPRAL, passaram por esta escola, e obtiveram uma certificação de nível 4 da União Europeia, cerca de seis mil jovens”.
Especificou que, “desses seis mil jovens, dez por cento deles prosseguiram estudos superiores e hoje, muitos deles, para além das suas licenciaturas, têm mestrados e alguns já o doutoramento”.
A este respeito, Fernanda Ramos realçou que “isto significa que este nível de ensino, para além de certificar profissionalmente, certifica academicamente e dá a possibilidade de acesso ao ensino superior”.
Constatou que “tem um plano curricular diferente da área científica e humanística, mas tem a complementar outro tipo de aprendizagens, que lhes dá outro tipo de competências, prepara-os para a vida e para o mercado, mas também os prepara para poderem ingressar no ensino superior”.
A presidente da Fundação Alentejo revelou ainda que, “para além destes dez por cento que prolongam os estudos, dentro destes seis mil jovens, temos uma taxa de empregabilidade de 70 por cento”, frisando que, “provavelmente, nem todos estão no Alentejo e talvez nem todos na área específica do curso”.
Outro aspeto evidenciado foi que “a EPRAL e Fundação Alentejo não se dedicaram exclusivamente à formação inicial de jovens, também fizeram formação de adultos, certificaram competências, fizeram modulares e colaboraram com o Instituto de Emprego e Formação Profissional no projeto Vida Ativa”, adiantando Fernanda Ramos que “certificámos e formámos cerca de 11 mil adultos”.
Apontou que “estes números representam muita gente, tendo em conta que vivemos no interior do país e o número de habitantes que temos”, considerando que “nestes 29 anos da EPRAL e 20 anos da Fundação Alentejo conseguimos alcançar os nossos objetivos e cumprimos para com a população e para com aquelas entidades que connosco contratualizam a formação”.
A presidente deste organismo disse ainda que “já tivemos nove polos da EPRAL espalhados pelo Alentejo, mas, neste momento, em termos de formação inicial de jovens, a atividade da fundação concentra-se exclusivamente em Évora”.
Referiu que “com a disseminação da formação profissional pelas escolas do ensino secundário, deixou de se justificar essa presença”.
Segundo Fernanda Ramos, “temos muitos cursos aprovados na nossa autorização de funcionamento, sendo que, atualmente, temos 24 turmas em funcionamento e cerca de 500 alunos, que estão no primeiro, segundo e terceiro anos”.
Alertou que “estamos a debatermo-nos com um problema que é geral no Alentejo e no país e que tem a ver com a questão da demografia, pois cada vez temos menos jovens e isso também nos leva a termos de olhar para o futuro numa perspetiva diferente”.
Nesse sentido, a mesma responsável focou que, “desde 2014, começámos a apostar na internacionalização e na cooperação para o desenvolvimento, pelo que temos trabalhado em Angola e em São Tomé e Principie, sendo que, nesse âmbito, já foram formados lá cerca de 850 alunos”.
Uma nota ainda para o Colégio da Fundação Alentejo. Fernanda Ramos explicou que “foi na altura em que comemorámos o décimo aniversário que começámos a pensar que as nossas crianças têm outro tipo de exigências, decidindo que deveríamos dar igualdade de oportunidades e criar-lhes uma estrutura que pudesse responder àquilo que são as suas exigências e, por isso, criámos o Colégio da Fundação Alentejo”.
Esclareceu que “tem uma oferta de berçário, creche, jardim-de-infância, 1.º e 2.º ciclo, com autorização de funcionamento para 327 crianças, num edifício próprio, concebido para eles”.
A presidente da Fundação Alentejo mencionou que “tem um projeto pedagógico muito centrado no educar para ser, na responsabilização, na resiliência, no empreendedorismo, ou seja, aquilo que deve ser o jovem de amanhã, um jovem conhecedor do mundo, sem medo dele e com capacidade para intervir ativamente”.
Fernanda Ramos fez ainda questão de lembrar que “um conjunto de colaboradores e de instituições têm contribuído para levar o projeto por diante”, concluindo que “este é um projeto do Alentejo e dos alentejanos”.

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