auchan
Diario do Sul

Junta do Torrão lança projeto dirigido à população carenciada

A torneira avariou aí em casa? Oficina Social está a caminho

O projeto é da Junta do Torrão (Alcácer do Sal) e contempla os habitantes mais carenciados da freguesia a precisarem de reparações em casa.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

23 Maio 2019

Seja de autoclismos, torneiras, sifões, cabos elétricos, canalizações e até a deslocalização de mobiliário. A mão de obra é à “borla”, competindo aos moradores a aquisição dos materiais. Chama-se Oficina Social e traduz mais um eixo do programa “Junta Amiga”.
“O nosso foco é servir as pessoas e este é um passo importante, porque sabemos que há muitos habitantes que precisam de reparações em casa e não têm condições de pagar a mão de obra, que é sempre o mais caro”, explica ao Diário do Sul o presidente da Junta do Torrão, Hélder Montinho, posicionado ao lado da viatura que já identifica o serviço, ilustrada com um construtor devidamente equipado.
A Oficina Social, segundo o autarca, consiste na disponibilização de meios técnicos e humanos por parte da Junta do Torrão, para prestar pequenos serviços em casa dos residentes comprovadamente necessitados.
“Basta às pessoas irem à Junta apresentar o seu problema, nós damos despacho e os dois funcionários que estão integrados neste projeto vão ao local solucionar a avaria”, diz, revelando que o orçamento nesta fase inicial atinge os mil euros.
Esta “oficina móvel” é mais uma peça do programa “Junta Amiga” com a qual a autarquia do Torrão passou a disponibilizar vários apoios a quem mais precisa no corrente mandato, onde se conta o transporte solidário destinado a consultas ou exames médicos e a comparticipação em medicamentos.
“Temos pessoas com reformas de 200 euros que pagavam 40 euros aos bombeiros pelo transporte quando iam a uma consulta a Évora, por exemplo. Não pode ser. Quisemos ajudar e estamos a fazê-lo, facilitando a vida às pessoas com transporte gratuito”, sublinha Hélder Montinho, para quem “é importante arranjar o banco do jardim, mas o bem-estar das pessoas e a nossa proximidade com a população tem que estar sempre em primeiro lugar”, insiste.
Daí que ao designado transporte solidário, o autarca acrescenta ainda a bolsa de estudos e o próprio incentivo à natalidade – que também integram o Espaço Cidadão – numa altura em que o envelhecimento avança a passos largos. A freguesia regista uma média de dez nascimentos por ano perante 30 a 40 falecimentos.
“Basta multiplicar este registo por dez anos para percebermos o que vai acontecer se nada for feito”, alerta, admitindo que a falta de saídas profissionais complica, ainda mais, a vida aos filhos da terra que resistem. Sobretudo, porque a escola primária se mantém na freguesia, levando a que mesmo quem trabalha em Santiago do Cacém ou Évora regresse ao Torrão ao fim do dia.
Eis o que leva o autarca a deixar um desejo rumo ao futuro: “oxalá nunca nos tirem a escola, porque se um dia a perdemos é que vai ser muito mau”, desabafa Hélder Montinho, admitindo que tanto a agricultura (à boleia da esperança gerada pela rega em torno de Alqueva) e a construção civil voltaram a animar ligeiramente nos últimos tempos, “mas não são suficientes para nos dar o que precisamos por aqui”, resume.

Dê-nos a sua opinião

NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.