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Diario do Sul

Na Universidade de Évora

Presente e futuro da educação em debate no encontro regional “Aprender no Alentejo”

Autor :Marina Parxal

Fonte: Redação DS

29 Maio 2019

Foi em 2003 que nasceu o Encontro Regional de Educação “Aprender no Alentejo”, na Universidade de Évora (UÉ). Ao longo destes 16 anos, foram realizadas dez edições, sempre com o objetivo de debater questões ligadas à educação que sejam prementes para a região.
Foi nos dias 16 e 17 de maio que decorreu a décima edição deste congresso, coincidindo com a comemoração dos dez anos da Universidade Popular Túlio Espanca (UPTE) – UÉ.
José Bravo Nico e Lurdes Pratas Nico, da comissão organizadora, deram a conhecer alguns pormenores sobre as iniciativas realizadas nestes dois dias.
De acordo com Bravo Nico, “este congresso é sempre um espaço em que debatemos o presente e o futuro da educação no Alentejo”, exemplificando que “falámos sobre alguns dos principais desafios que a educação, formal e não formal, escolar e não escolar, enfrenta na nossa região nos tempos que vamos vivendo”.
Um dos pontos que realçou foi que “o Aprender no Alentejo tem tido desde sempre a presença muito significativa de estudantes da UÉ, sobretudo ligados à área das Ciências da Educação, que aproveitam este evento para mostrarem alguns dos trabalhos de investigação que vão fazendo no âmbito das disciplinas que frequentam aqui na universidade”.
O professor disse ainda que “tivemos duas mesas com vários especialistas, uma sobre o presente da educação no Alentejo e outra sobre o futuro”.
Para além disso, destacou “as cerca de 45 comunicações livres que decorreram nos dois dias, em quatro salas diferentes, coordenadas pelos estudantes”
Segundo Bravo Nico, “nesta décima edição do congresso celebrámos também os dez anos da UPTE – UÉ”, lembrando que “o primeiro dia foi direcionado para a educação no Alentejo e o dia seguinte foi quase na íntegra dedicado à celebração dessa efeméride”.

Universidade Popular Túlio Espanca – dez anos a contribuir para a educação não-formal

A sessão comemorativa dos dez anos da UPTE – UÉ contou com a participação de alunos de todos os polos desta instituição, localizados em Alandroal, Barrancos, Canaviais (Évora), Portel, Reguengos de Monsaraz, São Miguel de Machede (Évora) e Viana do Alentejo.
Bravo Nico, que é também diretor da UPTE, salientou que “tivemos duas Aulas Túlio Espanca, uma com o médico José Pepo, sobre aquilo que a educação e a aprendizagem podem trazer em termos de benefícios para a saúde”.
Acrescentou que “a outra aula assentou na retrospetiva da década de existência da UPTE e foi proferida por mim e pela Lurdes”.
A par disso, o mesmo responsável focou que “cada um dos polos apresentou uma atividade cultural”.
Um grupo de música dos anos 80 de Monte do Trigo (Portel), poesia barranquenha (Barrancos), atividade física (S. Miguel de Machede), teatro “Encontros da Mocidade” (Reguengos de Monsaraz), tuna (Alandroal e Viana do Alentejo) e literatura dos afetos com música (Canaviais) foram as atividades apresentadas.
Em relação à história desta universidade popular, Lurdes Pratas Nico evidenciou que “fizemos uma retrospetiva daquilo que têm sido os dez anos deste projeto e como é que ele nasceu”, lembrando que “o objetivo foi criar um projeto que permitisse proporcionar oportunidades de aprendizagem a todos, que é uma matriz em que nós trabalhamos há muito tempo, que é a educação não-formal e, neste caso, a educação não-formal intergeracional”.
Constatou ainda que “conseguimos manter isso no âmbito da atividade da UPTE e com o facto de termos a UPTE dentro da UÉ, conseguimos e queremos envolver toda a comunidade educativa, com a participação de vários parceiros”.
A mesma responsável anunciou ainda que “temos uma rede bastante alargada de polos e já está prevista a abertura do oitavo, o qual anunciaremos em breve”, apontando que “contamos com cerca de mil alunos no total dos sete polos”.
Um aspeto mencionado por Lurdes Pratas Nico foi que “quem dinamiza os polos são as câmaras municipais dos respetivos locais, bem como a Casa do Povo e a Junta de Freguesia, no caso dos Canaviais, e a escola comunitária Suão, no caso de São Miguel de Machede”.
Já Bravo Nico salientou que “a presidente do Conselho Nacional de Educação e uma equipa visitaram a UPTE há cerca de um mês e recebemos essa comitiva em São Miguel de Machede com todos os polos”.
A esse respeito, anunciou que “ficaram tão impressionados com o projeto que vão regressar para fazer um périplo por cada um dos polos, entre 28 e 30 de maio, ao mesmo tempo que vamos falar do projeto Arqueologias da Aprendizagem em Alandroal, desenvolvido no âmbito da rede”.

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