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Diario do Sul

Programa dinamizado pela Fundação Eugénio de Almeida e pelo NERE

Cerca de 60 alunos empreendedores apresentaram projetos de âmbito social e cultural

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

12 Junho 2019

Várias ideias em torno do turismo e outras tantas ligadas à área social foram o foco de grande parte dos projetos apresentados por alunos de Évora, no âmbito do programa Empreendedorismo Jovem nas Escolas.
A iniciativa já vai na terceira edição e é da responsabilidade da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em parceria com o Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), sendo financiada pelo Projeto CIS / Portugal Inovação Social | PT2020 FSE/POISE.
No dia 22 de maio, no auditório da FEA, decorreu a sessão final do programa, que nesta edição contou com a participação de quase 60 alunos do ensino secundário e profissional.
Participaram quatro turmas da Escola Secundária Severim de Faria (ESSF) e duas turmas do Centro de Formação e Profissional de Évora (CFPE), tendo sido apresentado um total de 14 projetos.
O júri que selecionou os três projetos vencedores foi composto por representantes da FEA, do NERE, do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), da Somefe e do Grupo Bolas, salientando a fundação, em nota de imprensa, que foram tidos em conta critérios como “a inovação, a comunicação ou o trabalho em equipa”.
O projeto que alcançou o primeiro lugar foi o Share Point (CFPE), em segundo lugar ficou o Évora Conected (ESSF) e o terceiro classificado foi o Story Center (ESSF).
Para além disso, foram atribuídas três menções honrosas, tendo sido distinguidos os projetos Renart (ESSF), Fora de Horas (ESSF) e Informato (CFPE).
Mas vamos conhecer mais sobre o programa Empreendedorismo Jovem nas Escolas. Segundo os promotores, “é dirigido a alunos do ensino secundário e profissional do concelho de Évora e desenvolve-se através de um conjunto de dez sessões de trabalho, dinamizadas pela FEA e pelo NERE, através das quais os jovens são desafiados a conhecer melhor os problemas, necessidades e potencialidades do contexto local”.
Acrescentou ainda que, “depois, os jovens adquirem competências de gestão de projeto e de empreendedorismo, desenvolvendo uma ideia inovadora para o problema/necessidade social identificada”.
Em declarações ao Grupo Diário do Sul, Henrique Sim-Sim, coordenador da Área Social e de Desenvolvimento da FEA, explicou que “este é um programa que a fundação tem desenvolvido desde há três anos para promover competências empreendedoras e um olhar atento sobre a comunidade e sobre os seus problemas e necessidades, de forma a tentar encontrar soluções inovadoras para essas questões”.
Como tal, referiu que, “durante o ano letivo, os jovens tiveram têm dez sessões, durante as quais se focaram nas necessidades e problemas e depois desenvolveram soluções”.
De acordo com Henrique Sim-Sim, “no final deste processo, eles apresentaram os seus projetos à comunidade perante um júri que elegeu as melhores soluções”.
Na sua perspetiva, “isto permite-lhes desenvolver um conjunto de competências que são importantes para a sua empregabilidade, como a gestão de projetos, a gestão de equipas, as relações interpessoais e de comunicação ou a apresentação ao público”, considerando ainda que “também contribui para os envolver naquilo que é a comunidade”.
Adiantou que “as equipas premiadas irão conhecer o Ecossistema Empreendedor de Lisboa, que é muito diversificado e é hoje liderante na Europa”, constatando que “vão estar em contacto com as melhoras incubadoras e aceleradoras de projetos, o que também contribui para a sua aprendizagem”.
O mesmo responsável disse ainda que “o foco dos projetos apresentados foi o empreendedorismo social e nesta edição tivemos muitos projetos relacionados com a área do turismo, sendo que no ano passado isso também já se tinha verificado”.
Na sua opinião, “os projetos classificados nos três primeiros lugares, à semelhança das menções honrosas, são ideias que podem ser desenvolvidas e ter viabilidade, com o devido apoio, necessitando, naturalmente de ser amadurecidas, como qualquer projeto de empreendedorismo”.
Henrique Sim-Sim garantiu ainda que “o objetivo é continuar a desenvolver o programa Empreendedorismo Jovem nas Escolas no próximo ano letivo”.

“Share Point” – uma plataforma para trocas

Marco Lopes, Luís Lanzudo, João Ferro e Pedro Santos frequentam o 1.º ano do curso de Programação no CFPE e foram os jovens que idealizaram o “Share Point”, o projeto distinguido com o primeiro lugar.
Mas afinal para que serve esta ideia? “Consiste na criação de uma plataforma de troca (um website e uma aplicação), na qual a pessoa insere os dados daquilo que tem para dar (seja um bem material ou serviço) em troca daquilo de que necessita”, explicaram os jovens.
Destacaram que “vamos criar uma fórmula para avaliar os bens e serviços para haver uma equidade e as trocas serão feitas de acordo com as necessidades das pessoas”.
Os alunos frisaram ainda que “este projeto tem, sobretudo, um âmbito social, pois não seria para dar lucro, mas sobretudo para ajudar as pessoas”.
A par disso, há a enumerar vantagens a nível da “sustentabilidade ambiental, pois dá uma 'nova vida' aos produtos”, evidenciaram.
Os vencedores confessaram ainda que “foi um orgulho termos sido distinguidos e agora vamos trabalhar para criar a aplicação e o site”.

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