Diario do Sul

Alerta máximo ao volante

Estradas do Alentejo com mais acidentes e mortos este ano

As estradas do Alentejo registaram a mais alta taxa de sinistralidade e de número de mortes contabilizando os primeiros seis meses do ano. Um total de 2411 acidentes rodoviários, ocorridos entre 1 de janeiro e 30 de junho, provocaram 28 mortes e 99 feridos graves.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

10 Julho 2019

Os dados foram agora divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e mostram como houve um aumento do número de acidentes de 2315 em 2018 para 2411, enquanto as vítimas mortais aumentaram de17 para 28 e os feridos também subiram de 86 para 99. Em 2017 o número de sinistros fixava-se nos 2149 em período homólogo, com 18 mortos e 112 feridos graves
O distrito de Beja voltou a ser a região mais acidentada do Alentejo. Os 995 acidentes – menos 20 do que há um ano - provocaram 15 mortes, representando mais quatro face a 2018 e mais seis comparando com 2017, que foi o ano com mais feridos graves (44) quando este ano foram 33 e 26 em 2018.
Já o distrito de Évora voltou a registar uma curva ascendente em matéria de acidentes rodoviários, piorando os registos. Este ano já soma 870 sinistros com seis mortes e 41 feridos graves, depois de em 2018 ter atingido os 757 acidentes com quatro mortos e 20 feridos. Em 2017 chegara aos 696 acidentes com cinco mortes 28 feridos, segundo as estatísticas disponibilizadas pela ANSR.
Quanto ao distrito de Portalegre, os 546 acidentes vitimaram mortalmente sete pessoas, ferindo 25 com gravidade, enquanto entre janeiro e junho de 2018 os 543 sinistros levaram a lamentar duas mortes e
A ANSR relembra que para estes dados estatísticos leva em linha de conta conceitos como os acidentes na via pública ou que nela tenham origem envolvendo pelo menos um veículo em movimento, do conhecimento das entidades fiscalizadoras (Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública) e da qual resultem vítimas e/ou danos materiais.
É contabilizada a “vítima cujo óbito ocorre no local do acidente ou durante o respetivo transporte até à unidade de saúde” e “a vítima de acidente cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas”, resume o mesmo organismo.
Como vem sendo habitual nas estradas do Alentejo, os despistes, o estado das vias e as condições climatéricas adversas são os três fatores que explicam grande parte dos acidentes graves nas vias da região, tendo a  GNR canalizado esforços para a “ação preventiva” nas estradas do Alentejo, assumindo que o objetivo é, decididamente, apostar forte na “redução da sinistralidade grave” ao longo dos anos.
A nível nacional, número de mortos nas estradas portuguesas subiu nos primeiros seis meses do ano relativamente ao período homólogo, bem como o número de feridos graves, apesar de se terem registado menos acidentes, segundo dados provisórios oficiais. Morreram 224 pessoas, mais seis do que no período homólogo (218), de acordo com o último balanço da ANSR. No mesmo período, foram registados 994 feridos graves, mais 101 do que nos primeiros seis meses de 2018.
Entre 1 de janeiro e 30 de junho deste ano registaram-se 63.058 acidentes, menos 382 do que em igual período do ano passado (63.440).

Dê-nos a sua opinião

NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.